Acesso à creche atinge recorde desde 2016, aponta IBGE
Em 2025, 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos estavam matriculadas em creches no Brasil, o maior índice desde 2016. A educação infantil ainda enfrenta desafios para atingir a meta de 50%.

BRASÍLIA – De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2025, 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos estavam matriculadas em escolas ou creches no Brasil. O estudo, realizado pela Pnad Contínua, revela que o acesso à educação infantil para crianças de 0 a 3 anos vem crescendo desde 2016, alcançando 43,3% em 2025, o maior percentual desde o início da série histórica. Isso representa aproximadamente 4,5 milhões de crianças atendidas em creches.
O resultado de 2025 mostra um avanço significativo de 11% em relação a 2016, quando apenas 31,8% das crianças dessa faixa etária tinham acesso ao atendimento. Comparando com 2024, houve um aumento de 2,2 pontos percentuais, já que naquele ano a taxa era de 41,1%. Mesmo com esses avanços, o Brasil ainda não alcançou a meta de 50% de cobertura, estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024.
A legislação brasileira garante que, embora a matrícula em creches não seja obrigatória, o atendimento às crianças de 0 a 3 anos é um direito assegurado. Assim, é responsabilidade do poder público oferecer esse serviço de acordo com a demanda existente. O novo PNE, que abrange o período de 2024 a 2034, tem como meta ampliar a oferta de educação infantil para atender, no mínimo, 60% das crianças de 3 anos.
Em entrevista à Agência Brasil, Natália Fregonesi, coordenadora de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, ressaltou a importância do aumento no acesso às creches, mas destacou a necessidade de acelerar essa expansão. Ela enfatizou que os principais desafios são o planejamento adequado, o financiamento e a gestão da oferta de vagas nas redes de ensino. “A expansão deve ser orientada pela demanda real e priorizar a equidade na oferta”, afirmou Natália.
Além disso, a pesquisa revelou que em 2025, a taxa de atendimento de crianças de 4 e 5 anos na pré-escola foi de 96,1%, o que representa o maior índice registrado de 2016 a 2025. Embora a pré-escola seja obrigatória desde 2009, ainda há cerca de 219 mil crianças fora da sala de aula, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Para enfrentar essas desigualdades, Natália defende uma identificação precisa das necessidades locais, visando garantir que as vagas sejam abertas onde há maior demanda.
Fonte: Amazonas Atual