Acesso à Saúde é Transformado em Comunidades Ribeirinhas do Amazonas
Com a implantação de Pontos de Atendimento à Saúde, o projeto SUS na Floresta melhora o acesso à saúde em comunidades ribeirinhas do Amazonas, reduzindo distâncias e tempos de espera.

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) está empenhada em ampliar o acesso à saúde e melhorar a qualidade de vida das populações que habitam áreas remotas da Amazônia, especialmente em comunidades ribeirinhas. Através do projeto SUS na Floresta, a FAS promove a Atenção Primária à Saúde, facilitando a aproximação dos serviços de saúde às comunidades.
No município de Carauari, localizado no Médio Juruá, foram estabelecidos os Pontos de Atendimento à Saúde Raimundo Ribeiro de Lima, conhecido como Saborá, na comunidade do Bauana, e Laice Santos do Nascimento, na região do Campina. Essas estruturas atendem a 56 comunidades, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento dos moradores, que antes levavam horas ou até dias para acessar serviços de saúde.
Um exemplo da transformação proporcionada por essas unidades é a história de Aldeniza Silva, moradora da comunidade Boa Vista. Ela descreve que, antes da implantação dos pontos, precisava viajar de dois a três dias para realizar consultas e exames de pré-natal. Agora, o atendimento médico está a apenas cinco minutos de rabeta, o que facilita o cuidado com sua saúde e a de seus filhos.
Com a presença desses pontos de atendimento, a rotina de muitas famílias no Médio Juruá mudou para melhor. Segundo Mickela Souza, gerente do Programa Saúde na Floresta da FAS, essa iniciativa fortalece o acesso a políticas públicas de saúde e contribui para a prevenção de doenças. Ela enfatiza que esses pontos representam um avanço na cidadania das comunidades, trazendo os serviços do SUS mais perto dos cidadãos.
A implantação dos pontos de atendimento em Carauari é apenas uma das ações realizadas pelo projeto. Em abril, foi inaugurado o Ponto de Atendimento à Saúde José Rodrigues, na comunidade do Ubim, que oferece uma variedade de serviços essenciais. Para Valcleia Lima, superintendente-geral adjunta, essa iniciativa é uma conquista que valoriza o trabalho das pessoas que cuidam da floresta e garante um acesso mais humano à saúde.
Fonte: Portal Amazônia