Acre se destaca como porta de entrada para imigrantes e refugiados em 2025
Com 828 pedidos de refúgio em 2025, o Acre permanece como um importante ponto de acolhimento para migrantes de diversas nacionalidades, especialmente da América do Sul.

No mês de junho, celebramos o Dia Mundial do Refugiado e o Dia do Imigrante, datas que ressaltam a importância do acolhimento de migrantes e refugiados no Brasil. Nos últimos 16 anos, o estado do Acre tem se destacado por receber indivíduos de mais de 45 nacionalidades, refletindo os complexos históricos de fluxo migratório da região.
A partir de 2010, o Acre começou a receber um grande número de haitianos que buscavam escapar das consequências devastadoras do terremoto que atingiu o Haiti. Segundo o Relatório de Monitoramento da Agência Brasileira de Inteligência, em 2025, o estado registrou 828 pedidos de refúgio, consolidando sua posição como uma das principais portas de entrada para aqueles que buscam novas oportunidades no país.
As cidades de Brasiléia e Assis Brasil, situadas no interior do Acre e na região de fronteira, são os principais pontos de entrada para esses imigrantes. O doutor em geografia pela Universidade Federal do Acre (Ufac), José Alves Bairral, destaca que a migração para o Acre, nos últimos anos, tem sido predominantemente oriunda de países da América do Sul, motivada pela busca por melhores condições de vida e trabalho.
Na última quinta-feira (25), foi celebrado o Dia do Imigrante, enquanto no sábado anterior (20) aconteceu o Dia Mundial do Migrante. Essas datas estimularam o debate sobre o fluxo migratório no estado, evidenciando a necessidade de políticas públicas eficazes para o acolhimento adequado dos migrantes. A gestora interina da Casa de Passagem para Migrantes de Rio Branco, Sabrina Ferreira, informou que o local já acolheu mais de 500 venezuelanos, ilustrando a intensa demanda por assistência.
Além da Casa de Passagem em Rio Branco, o Acre conta com outras três unidades de acolhimento emergencial em Assis Brasil e Epitaciolândia. Segundo a gestora de políticas públicas do estado, Maria da Luz, as ações incluem ajuda humanitária direta, abrigos e parcerias com órgãos da ONU para garantir direitos e inclusão social dos migrantes. A realidade é desafiadora, pois muitos imigrantes não escolhem deixar seus países, mas o fazem em busca de dignidade e oportunidades para suas famílias.
Fonte: Portal Amazônia