Prefeito Renato Júnior reconhece buracos em Manaus e culpa concessionária
Renato Júnior, prefeito de Manaus, admitiu a situação crítica das vias da cidade e responsabilizou a Águas de Manaus, ameaçando embargar obras e aplicar multas.

Manaus vive uma situação crítica em relação ao estado das suas vias, e o prefeito Renato Júnior, que já ocupou a pasta de infraestrutura, reconheceu a presença de buracos em várias regiões da cidade. Em uma entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, dia 28, o prefeito responsabilizou diretamente a concessionária Águas de Manaus pela degradação das ruas e anunciou a possibilidade de embargar todas as obras da empresa, além de aplicar multas que podem ultrapassar R$ 10 milhões.
A posição de Renato Júnior é marcada por um histórico de problemas de recomposição asfáltica que já eram conhecidos pela Prefeitura há pelo menos dois anos. O prefeito classificou a atuação da concessionária como desrespeitosa com a população, afirmando que a empresa tem danificado o asfalto recém-executado pela Prefeitura. Com isso, ele prometeu levar a questão às últimas consequências, sinalizando uma nova postura em relação a um problema que se arrasta há anos.
Dados da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) indicam que a concessionária vinha sendo monitorada e penalizada por falhas na recomposição das vias muito antes do anúncio do embargo. As fiscalizações revelaram problemas como fissuras, afundamento do solo e intervenções fora dos padrões técnicos exigidos, o que levanta a questão sobre a eficácia das fiscalizações e multas aplicadas anteriormente.
Surpreendentemente, a nova postura do prefeito surge em um contexto onde ele, até pouco tempo atrás, era um defensor do programa Asfalta Manaus, frequentemente ao lado do ex-prefeito David Almeida em anúncios de novas frentes de pavimentação. Agora, ao assumir a posição de prefeito, Renato Júnior alterou seu discurso e reconhece abertamente os problemas enfrentados pela malha viária de Manaus, prometendo uma grande operação para recuperar as ruas, em meio a questionamentos sobre a transparência na aplicação de recursos públicos.
Embora a Prefeitura tenha fiscalizado a concessionária por anos, a pergunta que persiste é: por que somente agora a administração municipal decide tomar medidas mais drásticas? A Águas de Manaus, por sua vez, informou que está cumprindo as determinações da Prefeitura e já iniciou um plano intensivo de recomposição asfáltica, pretendendo aplicar 130 toneladas de asfalto por dia. No entanto, a empresa não comentou sobre a ameaça feita pelo prefeito, deixando dúvidas sobre a efetividade das ações a serem tomadas.
Fonte: D24AM