Amapá se prepara para liberar comércio de carne com selo de livre de peste suína
Com resultados negativos em 15 mil suínos, Amapá busca selo internacional para exportação de carne. Reunião com o Ministério da Agricultura define próximos passos.

O Amapá está avançando em sua busca pelo selo internacional que atesta a região como livre de peste suína clássica, após obter resultados negativos em exames realizados em cerca de 15 mil suínos. Com isso, o estado pretende liberar a exportação de carne para outros estados brasileiros e também para o Platô das Guianas.
No dia 20 de outubro, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se reuniram na sede da Agência de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro), em Macapá, para alinhar os últimos passos necessários neste processo. A reunião foi fundamental para definir estratégias que reconheçam oficialmente o Amapá como uma área livre da doença.
A peste suína clássica é uma doença viral que afeta exclusivamente os suínos e não representa risco para a saúde humana. Essa enfermidade se manifesta nos animais com sintomas como vermelhidão e febre, resultando em perda de apetite e diminuição na produção de carne, além de ser uma questão econômica significativa para a indústria suinícola, como explicou o diretor-presidente da Diagro, Álvaro Cavalcante.
Para comprovar a ausência do vírus, a Diagro coletou amostras de suínos em 700 propriedades rurais. Todos os testes realizados apresentaram resultados negativos, o que já garante ao estado a aptidão para solicitar o selo internacional. "O Amapá já fez o seu dever de casa com a coleta de material e envio ao laboratório, e agora estamos prontos para avançar", afirmou Cavalcante.
Após a conclusão dos laudos negativos, o próximo passo é o envio da documentação necessária pelo Ministério da Agricultura à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A obtenção deste selo é crucial para abrir novos mercados e aumentar a produção de proteína animal localmente. "O comércio local poderá crescer, permitindo até mesmo a expansão de vendas para o Platô das Guianas", destacou o diretor da Diagro. Além disso, a Diagro está realizando uma atualização cadastral obrigatória até 15 de novembro para garantir o controle sanitário das propriedades rurais.
Fonte: Portal Amazônia