Americanas tenta se recuperar enquanto PF investiga fraudes contábeis
A Americanas busca provar sua recuperação após escândalos contábeis, com foco na eficiência e geração de caixa. A varejista fechou mais de 400 lojas desde janeiro de 2023.

SÃO PAULO – A segunda fase da Operação Disclosure trouxe à tona novamente a fraude contábil da Americanas na última quinta-feira, dia 25. Entretanto, a varejista, afastando-se dos problemas legais, se esforça para demonstrar ao mercado que passou por transformações significativas.
Após quase três anos do escândalo contábil, a gestão da Americanas está concentrada em uma operação mais enxuta e eficiente, com foco na geração de caixa e rentabilidade. O Ebitda ajustado da empresa voltou a apresentar resultados positivos, enquanto o prejuízo das operações continuadas caiu 24,8% no primeiro trimestre deste ano.
A companhia continua aguardando uma decisão da Justiça sobre seu pedido de encerramento da recuperação judicial, protocolado em março. O objetivo agora é mudar a narrativa de uma empresa em dificuldades financeiras para uma em processo de reconstrução e transformação operacional.
Desde o início da recuperação judicial em janeiro de 2023, a Americanas já fechou mais de 400 lojas, reduzindo sua rede de aproximadamente 1.880 para cerca de 1.448 unidades. Essa estratégia visa otimizar a operação, alocando recursos em ativos estratégicos e se desfazendo de negócios que não geravam lucro.
Além do fechamento de lojas, a empresa também está se desfazendo de ativos. Em fevereiro, credores aprovaram a venda de imóveis avaliados entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões. Em maio, a Americanas vendeu 10 lojas deficitárias do Hortifruti Natural da Terra em São Paulo por R$ 69,3 milhões, o que deve ajudar a mitigar as perdas e melhorar a estrutura financeira da empresa, segundo o CFO, Sebastien Durchon.
Fonte: Amazonas Atual