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Ane Alencar: Incêndios florestais no Brasil são causados por humanos

A diretora do IPAM, Ane Alencar, explica que o El Niño não é responsável pelos incêndios, que são majoritariamente provocados por ações humanas.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraincêndios, Amazônia, mudanças climáticas
Ane Alencar: Incêndios florestais no Brasil são causados por humanos
Foto: Ane Alencar. Foto: Sara Leal/IPAM

A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Ane Alencar, destaca que os incêndios no Brasil são predominantemente causados por atividades humanas e não pelo fenômeno climático El Niño. Durante entrevistas, Alencar analisa a relação entre as condições climáticas, a presença de material combustível e fontes de ignição nas temporadas de incêndio.

Segundo Alencar, as temporadas de fogo são severas quando há uma combinação de condições climáticas extremas, como períodos de seca prolongada, altas temperaturas e baixa umidade. Esses fatores tornam a vegetação mais inflamável e incêndios iniciados por humanos podem se espalhar rapidamente, atingindo grandes áreas. O clima, embora importante, não é o principal responsável pela ignição dos incêndios.

Ela explica que, em anos críticos, um grande número de ignições ocorre em paisagens já secas e inflamáveis. O tipo de vegetação, o histórico de uso da terra e o acúmulo de material combustível são fatores que influenciam a intensidade e a extensão dos incêndios. A vegetação seca torna-se um combustível inflamável, e as pequenas ignições podem rapidamente se transformar em grandes incêndios, dificultando o combate.

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O El Niño, conforme apontado por Alencar, não inicia o fogo, mas pode alterar a circulação atmosférica, resultando em redução das chuvas e aumento das temperaturas, intensificando o risco de incêndios. As condições de seca associadas ao fenômeno podem fazer com que focos de incêndio se espalhem mais facilmente. Assim, o El Niño deve ser visto como um amplificador do risco, não como sua causa.

Alencar alerta que a mudança climática está ampliando as condições propícias para incêndios extremos, com secas mais intensas e ondas de calor frequentes. Para lidar com essa realidade, é fundamental que o Brasil implemente estratégias de prevenção, como a integração de previsões climáticas e ações de fiscalização. O fortalecimento das brigadas de combate ao fogo e o manejo integrado do fogo são essenciais para proteger a Amazônia e reduzir os impactos das queimadas.

Fonte: Portal Amazônia

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