Área Protegida no Amazonas Supera Tamanho do Uruguai, Mas Fiscalização é Desafio
O Amazonas conta com 19 milhões de hectares em Unidades de Conservação, superando o Uruguai, porém enfrenta dificuldades de fiscalização e gestão.

O estado do Amazonas abriga uma vasta área protegida por Unidades de Conservação, que ultrapassa o tamanho de países inteiros, como o Uruguai. Com cerca de 19 milhões de hectares de floresta preservada, somente as 42 áreas sob administração estadual posicionam o Amazonas como um dos principais exemplos de conservação ambiental no Brasil.
Essas Unidades de Conservação são legalmente estabelecidas para proteger a biodiversidade e os recursos naturais. No Amazonas, elas são divididas em várias categorias, incluindo Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Reservas Extrativistas (Resex) e Parques Estaduais, cada uma com suas próprias regras que variam entre o uso sustentável e a proteção integral.
Com mais de 260 mil habitantes vivendo dentro dessas áreas, a maioria em regiões de Uso Sustentável, como RDS e Resex, as comunidades tradicionais conseguem conciliar suas atividades econômicas com a preservação da floresta. No entanto, o desafio para a fiscalização e a gestão dessas áreas se torna evidente devido à vasta extensão territorial e ao difícil acesso a muitas delas.
O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, destacou que a distância entre as unidades é um dos principais obstáculos para uma gestão eficaz. Ele mencionou que enquanto algumas reservas estão relativamente próximas de Manaus, outras exigem deslocamentos prolongados que podem custar até R$ 12 mil por pessoa, dificultando a implementação de políticas públicas e ações de proteção ambiental.
Além dos desafios logísticos, a falta de recursos financeiros e os impactos das crises climáticas complicam ainda mais a situação. Taveira ressaltou que a conservação enfrenta competição por investimentos com setores como saúde e educação, tornando fundamental a busca por recursos externos. A segurança jurídica também é uma preocupação, pois a regularização fundiária das comunidades que habitam essas áreas ainda precisa ser consolidada, conforme apontou o doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Antonio Norte.
Fonte: Portal Amazônia