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Avanço do mosquito transmissor da malária gera preocupação na África

Mosquito Anopheles stephensi está se espalhando rapidamente pela África, apresentando resistência a inseticidas e ocupando novas áreas urbanas. Isso aumenta o risco de malária em populações vulneráveis.

Ana Beatriz Souza2 min de leituramalária, mosquito, Anopheles stephensi
Avanço do mosquito transmissor da malária gera preocupação na África
Foto: (Foto: Reprodução Pixabay)

Uma nova e preocupante tendência tem sido observada na África: a espécie de mosquito Anopheles stephensi, responsável pela transmissão da malária, está se espalhando rapidamente por várias regiões do continente. Especialistas destacam que esses mosquitos não apenas se adaptaram a ambientes urbanos, mas também desenvolveram alterações genéticas que os tornam resistentes aos principais inseticidas utilizados na luta contra a malária.

A pesquisa que revela essa situação alarmante foi publicada na revista Science e se baseou em amostras coletadas em dez países africanos. Os resultados mostram que os mosquitos analisados possuem genes que conferem resistência a praticamente todos os inseticidas empregados nas campanhas de controle da malária, o que representa um grande desafio no combate à doença.

O Anopheles stephensi foi inicialmente identificado em Djibuti em 2013 e, desde então, tem avançado em direção a países do leste e do oeste africano, adaptando-se a ambientes que antes eram considerados seguros para a população. De acordo com uma reportagem do The New York Times, essa habilidade de se reproduzir independentemente das estações chuvosas e de prosperar em áreas urbanas aumenta significativamente o risco de infecções em pessoas que não têm imunidade suficiente.

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Os impactos já podem ser observados em Djibuti, onde a presença do mosquito fez o número de casos de malária saltar de apenas 27 em 2012 para quase 1.700 no ano seguinte e mais de 70 mil em 2020. Na Etiópia, a introdução do Anopheles stephensi também coincidiu com um aumento no número de casos, especialmente na cidade de Dire Dawa, onde os profissionais de saúde enfrentaram dificuldades para lidar com a situação.

Além disso, o potencial de deslocamento do mosquito é alarmante. Análises genéticas indicam que a população de Djibuti se espalhou para a Etiópia, Quênia, Sudão e Iémen, com uma capacidade de migração que pode chegar a 480 quilômetros por ano. Em meio a essa situação, a luta contra a malária é dificultada por restrições financeiras e conflitos armados, que limitam o monitoramento e a implementação de medidas de prevenção em várias regiões, tornando a vigilância ainda mais desafiadora.

Fonte: D24AM

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