Biólogos e moradores se unem para mapear fauna na Reserva do Rio Iratapuru
Uma expedição no Amapá registrou diversas espécies animais para monitorar a biodiversidade na reserva, com a participação ativa da comunidade local.

No Amapá, uma nova expedição de monitoramento da biodiversidade foi realizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru (RDSI), onde biólogos e moradores se uniram para mapear espécies como primatas, roedores e tatus. O levantamento de campo, que ocorreu em outubro, faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e dá continuidade a um estudo iniciado em agosto deste ano.
Durante a expedição, foram identificados animais como borboletas frutívoras e aves terrestres, com dados apresentados no dia 13 de outubro. O trabalho envolveu a colaboração de moradores das comunidades vizinhas, que atuam como monitores locais com o apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e sob a coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Os pesquisadores utilizaram 48 armadilhas ao longo de três trilhas para estudar as borboletas que se alimentam de frutas. Além disso, foram realizadas caminhadas padronizadas em áreas específicas da floresta para observar mamíferos e aves. Segundo Maíra Lopes, chefe da Unidade de Conservação e analista de meio ambiente, essa abordagem sistemática é essencial para entender as ocorrências das espécies ao longo do tempo.
Maíra também enfatizou a importância da participação dos moradores no projeto. “A participação dos monitores das comunidades é fundamental, pois contribui para o trabalho de campo e fortalece o envolvimento local na conservação da biodiversidade do Rio Iratapuru”, afirmou. O monitoramento contínuo nas mesmas localidades permite a comparação dos dados ao longo do tempo, possibilitando mapear as transformações na floresta.
A próxima fase do estudo ocorrerá entre os dias 18 de novembro e 5 de dezembro, com um novo grupo focando na contagem de mamíferos e aves, completando cinco anos de acompanhamento da fauna na reserva. Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente, ressaltou que investir no monitoramento da biodiversidade é crucial para proteger as riquezas naturais da região, garantindo que as informações coletadas ajudem na gestão das unidades de conservação.
Fonte: Portal Amazônia