Bolsa brasileira sobe quase 3% e atinge maior patamar desde maio
O mercado financeiro do Brasil teve um dia positivo na sexta-feira (10), com a bolsa subindo quase 3% e o dólar fechando em R$ 5,10, impactado por dados de inflação abaixo do esperado.

Na sexta-feira, dia 10, o mercado financeiro brasileiro registrou um desempenho positivo, impulsionado por fatores externos e pela inflação abaixo das expectativas. A bolsa brasileira avançou quase 3%, atingindo o maior nível desde maio, enquanto o dólar caiu pela terceira sessão consecutiva, fechando na faixa de R$ 5,10.
Um dos principais responsáveis por essa valorização foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a junho, que apresentou uma taxa de 0,16%, inferior aos 0,58% registrados em maio. Esse resultado reforçou a expectativa de novos cortes na taxa Selic, juros básicos da economia, o que pode beneficiar o mercado acionário ao reduzir o custo de financiamento das empresas.
O Ibovespa, principal índice da bolsa, encerrou o pregão em alta de 2,97%, alcançando 177.866,37 pontos, o melhor fechamento desde 14 de maio. Com isso, o índice acumulou ganhos de 2,18% na semana, 3,40% apenas em julho e impressionantes 10,39% no ano, com um volume financeiro negociado de R$ 24,99 bilhões.
Dos 79 papéis que compõem o Ibovespa, apenas um registrou queda. A inflação oficial, ao desacelerar, fortaleceu as expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá reduzir a taxa Selic na próxima reunião em agosto, o que tende a estimular o mercado acionário.
Em relação ao dólar, a moeda americana caiu R$ 0,014 (-0,31%), encerrando o dia cotado a R$ 5,108, o menor valor desde 16 de junho. O real acompanhou a valorização de outras moedas emergentes, mesmo com a continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio, e os preços do petróleo também fecharam em queda, embora o barril do tipo Brent tenha acumulado alta de 5,39% na semana.
Fonte: D24AM