Bolsonaro afirma que não houve descumprimento da lei sobre arma apreendida
Em depoimento à Polícia Civil, Jair Bolsonaro defendeu que não houve intenção de infringir a lei sobre a arma apreendida. O ex-presidente afirma que a pistola estava registrada.

Na última quarta-feira (25), o ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre uma arma de fogo apreendida durante uma blitz que envolveu um de seus seguranças. Durante o interrogatório, Bolsonaro reafirmou que, em nenhum momento, houve intenção de descumprir a lei.
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que solicitou ajuda a um militar para consertar a arma, constatando que ela não estava funcionando corretamente. O advogado destacou que o ex-presidente tratou o episódio como criminalmente irrelevante.
Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que não houve intenção de violar qualquer norma legal, enfatizando que a situação não tem relevância penal. A defesa de Bolsonaro ainda ressaltou que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana anterior.
O advogado também reiterou que a pistola apreendida é de propriedade de Bolsonaro e estava devidamente registrada. Como não houve nenhuma determinação para o cancelamento do registro da arma, ele argumentou que a pistola deveria estar em sua residência.
A apreensão da arma ocorreu no dia 15 de junho, durante uma operação de bloqueio em Taguatinga, no Distrito Federal. Na ocasião, um carregador sobressalente da pistola Glock 9mm também foi encontrado. O motorista do veículo afirmou na delegacia que a arma lhe foi entregue devido a uma pane. O ministro Alexandre de Moraes deve decidir ainda hoje sobre a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, que cumpre a pena de 27 anos e três meses desde 27 de março deste ano.
Fonte: D24AM