MPE emite parecer contra decisão que suspendeu pesquisa eleitoral
MPE enviou parecer ao TSE contra decisão que suspendeu pesquisa eleitoral da AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro, destacando ausência de irregularidades e impacto na intenção de voto.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (22) parecer contrário à decisão do ministro Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República promovida pela AtlasIntel.
O vice-procurador Alexandre Espinosa afirmou que é natural que institutos de pesquisa questionem os eleitores sobre temas políticos sensíveis e declarou não ter havido irregularidades nas perguntas feitas aos entrevistados no levantamento suspenso.
A pesquisa foi realizada após a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso e investigado por fraude financeira. O áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi apresentado aos entrevistados.
O levantamento apontou queda de cinco pontos na intenção de voto em Flávio Bolsonaro após a revelação da conversa com o banqueiro. O instituto AtlasIntel afirmou que o modelo seguiu critérios técnicos e científicos de imparcialidade, transparência e integridade metodológica, e argumentou que outras pesquisas identificaram impacto semelhante do episódio sobre a intenção de voto, indicando que os resultados refletem uma reação real da opinião pública.
A divulgação da pesquisa foi suspensa no dia 8 de junho, após o PL entrar com um pedido no TSE. Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, entendeu que a pesquisa induziu as respostas dos eleitores. O plenário do TSE iniciou o julgamento sobre a manutenção da liminar no dia 9 de junho, mas um pedido de vista da ministra Estela Aranha interrompeu o julgamento. A data da retomada ainda não foi definida.
Fonte: Amazonas Atual