Brasil Tem Baixa Participação na Cadeia de Produção de IA, Apontam Especialistas
A participação do Brasil na cadeia de produção de inteligência artificial é limitada, segundo especialistas da Expert XP. Investidores são incentivados a diversificar para mercados internacionais.

SÃO PAULO – A estrategista de mercados globais do JP Morgan Asset Management, Marina Valentini, destacou que o Brasil ainda possui uma participação reduzida na cadeia de produção da inteligência artificial (IA). Isso limita as oportunidades para investidores que desejam se expor a esse segmento no país.
Durante um painel realizado no evento Expert XP em São Paulo no dia 22, especialistas discutiram a importância de aumentar a exposição internacional dos portfólios de investimentos. Valentini afirmou: “Estamos passando por uma transformação tecnológica revolucionária, pois a IA é uma das tecnologias que está sendo adotada mais rapidamente na história.”
A cadeia de produção da IA é composta por cinco camadas: energia, chips, infraestrutura física, modelos e aplicações. Infelizmente, segundo Valentini, o Brasil participa apenas na área de energia e ainda carece de investimentos significativos. “O Brasil é mais consumidor de IA do que participante da cadeia”, ressaltou a estrategista.
Valentini também alertou que ao manter os investimentos restritos ao Brasil, os investidores perdem acesso aos maiores mercados globais e às melhores oportunidades. Ela enfatizou: “O mercado de ações dos Estados Unidos é 130 vezes maior que o brasileiro. O ponto chave é o perder oportunidades.”
Artur Wichmann, CIO da XP Inc., complementou a análise, afirmando que limitar os investimentos ao Brasil torna o portfólio menos eficiente. Ele observou que ao adicionar portfólios internacionais, o índice de Sharpe melhora em 0.7, otimizando tanto o risco quanto o retorno. Wichmann recomenda que pelo menos 15% das carteiras sejam alocadas em investimentos internacionais, considerando isso uma forma de diversificação essencial.
Fonte: Amazonas Atual