Britânica sofre retenção urinária após enxaqueca e enfrenta desafios diários
Kirstie Scothern, após uma enxaqueca, perdeu a capacidade de urinar e enfrenta dificuldades com autocateterização, acreditando ter uma síndrome rara.

O problema de Kirstie Scothern começou em abril de 2021, logo após uma forte enxaqueca. Ela percebeu que não havia ido ao banheiro desde a noite anterior e, além disso, notou um inchaço visível no abdômen. Com a preocupação crescente, seu marido decidiu chamar uma ambulância.
Ao chegar ao Queen’s Medical Centre, em Nottingham, os médicos ficaram alarmados ao descobrir que a bexiga de Kirstie acumulava cerca de 2,5 litros de urina, um volume cinco vezes maior do que o considerado saudável, que é de aproximadamente meio litro. Exames de ressonância magnética foram realizados, mas não encontraram qualquer relação entre a crise de enxaqueca e o problema urinário que ela enfrentava.
Inicialmente, Kirstie recebeu alta com um cateter, mas após duas semanas, ao remover o dispositivo, ela ainda não conseguia urinar sozinha. Desde então, sua rotina inclui a autocateterização, realizada quatro vezes ao dia, incluindo durante a noite. Kirstie relata que, em alguns momentos, leva até 30 minutos para inserir o cateter devido às contrações involuntárias de sua musculatura.
A situação afetou seriamente sua vida profissional, levando-a a abandonar o trabalho na área da saúde. Além disso, ela enfrenta episódios constrangedores, como vazamentos da bolsa coletora, que ocorreram até mesmo em ambientes de trabalho e dentro do carro de colegas. Durante sua segunda gravidez, o processo de autocateterização se tornou ainda mais desafiador.
Kirstie suspeita que possa ter a síndrome de Fowler, uma doença rara que causa retenção urinária em mulheres, especialmente entre 20 e 30 anos. Apesar de buscar tratamento, incluindo aplicações de botox, os resultados foram insatisfatórios e atualmente não existe uma cura conhecida para a síndrome. Portadora de um cartão que indica a necessidade urgente de acesso ao banheiro, ela frequentemente enfrenta incompreensão do público, recebendo orientações inadequadas. Em grupos de redes sociais, Kirstie encontrou outras pessoas que compartilham de seu problema e decidiu contar sua história para aumentar a conscientização sobre a retenção urinária e os desafios enfrentados por pacientes com condições raras.
Fonte: D24AM