Câmara dos Deputados discute criação do crime de corrupção sistêmica
Proposta prevê penas de 8 a 20 anos para crimes de corrupção sistêmica, envolvendo estruturas organizadas. Penalizações se intensificam com a participação de agentes políticos.

A Câmara dos Deputados está debatendo uma nova proposta que visa a criação do crime de corrupção sistêmica no Código Penal. A pena prevista para os envolvidos é de reclusão de 8 a 20 anos, além de multa, para aqueles que criarem, financiarem, integrarem, coordenarem ou mantiverem uma estrutura organizada que busque obter ou distribuir vantagens indevidas de forma reiterada.
A corrupção sistêmica refere-se à prática contínua e coordenada de atos de corrupção, que pode envolver tanto particulares quanto entidades privadas. Segundo o projeto, indivíduos ou empresas que se beneficiarem conscientemente dessa estrutura de corrupção também poderão ser responsabilizados penalmente.
Conforme o texto da proposta, a pena poderá ser aumentada de 50% até dois terços se houver a participação de agentes políticos eleitos, membros de Poder, dirigentes partidários ou ocupantes de cargos de direção superior. Esse agravante se aplica a casos que envolvem contratos administrativos, licitações e concessões, especialmente em áreas como saúde, educação e segurança pública.
Adicionalmente, a pena será aplicada em dobro se a corrupção comprometer serviços públicos essenciais ou causar prejuízo que ultrapasse mil salários mínimos. A condenação por corrupção sistêmica também acarretará a perda do cargo ou da função pública do condenado.
Essa iniciativa marca um passo importante no combate à corrupção no Brasil, buscando estabelecer penalidades mais rigorosas e responsabilizar não só os agentes diretos, mas também aqueles que se beneficiam do sistema corrupto. A proposta ainda deve passar por outras discussões e votações antes de se tornar lei.
Fonte: D24AM