PT solicita transporte de indígenas para o 2º turno das eleições no Amazonas
O PT pediu ao TRE-AM medidas para garantir transporte de indígenas do Vale do Javari para as eleições de 2026, após negativa anterior da Justiça Eleitoral.

MANAUS — O PT (Partido dos Trabalhadores) no Amazonas protocolou, nesta quarta-feira (21), um pedido junto à Presidência do TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas). A solicitação visa assegurar o transporte dos indígenas do Vale do Javari até as urnas no segundo turno das eleições, agendado para o próximo domingo (25).
O TRE-AM já se manifestou sobre os desafios de deslocamento enfrentados na região, mas ainda não tomou uma decisão sobre o novo pedido apresentado pelo partido, liderado por Sinésio Campos. O requerimento busca avaliar a possibilidade de um transporte fluvial gratuito, especialmente após informações sobre um compromisso do prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva, em colaborar com a Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) para disponibilizar esse serviço.
No pedido, o PT solicita ao TRE-AM que consulte a prefeitura local e a Univaja para confirmar a disponibilidade de embarcações, combustível, rotas, horários e outros recursos necessários para o transporte. Além disso, o partido pede uma articulação entre as entidades envolvidas para avaliar a viabilidade de atender integral ou parcialmente as comunidades indígenas durante as eleições.
O documento ainda requer que, caso o transporte seja considerado inviável, o tribunal forneça uma resposta detalhada, explicando as alternativas analisadas e os obstáculos que impedem a execução do serviço. O PT enfatiza que o objetivo do requerimento não é alterar a decisão da Justiça Eleitoral que negou o transporte anteriormente, mas sim instigar uma ação do TRE-AM para encontrar uma solução viável.
Na terça-feira (20), a juíza Dálethe Borges Messias, da 42ª Zona Eleitoral, havia rejeitado o pedido da Univaja para organizar o transporte de eleitores indígenas de 44 aldeias, que estão distribuídas em sete polos-base no Vale do Javari. A juíza justificou sua decisão citando o fim dos prazos legais para a organização do transporte, a falta de orçamento específico, as dificuldades logísticas e a insuficiência de informações sobre os eleitores e os trajetos, que variam de 321 a 895 quilômetros e podem demandar de três a cinco dias ou mais de navegação.
Fonte: Amazonas Atual