Câmeras revelam biodiversidade na reserva do Sesc Roraima
Imagens capturadas por câmeras escondidas na Serra do Tepequém mostram a rica fauna local, incluindo antas e veados-mateiros. Iniciativa busca monitorar e preservar espécies na região.

Cenas fascinantes da vida selvagem foram registradas na reserva ambiental do Sesc Roraima, localizada na Serra do Tepequém, em Amajari, no extremo norte do estado. A iniciativa consiste na instalação de cinco câmeras ativadas por movimento e calor, que capturam imagens de diversos animais em seu habitat natural.
No dia 21 de outubro, foram divulgadas fotografias que mostram uma anta se banhando com seu filhote, além de veados-mateiros passeando e iraras explorando a floresta. Essas imagens fazem parte da fase inicial do Programa de Monitoramento de Fauna do Sesc, que objetiva identificar e estudar as espécies que habitam a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Tepequém.
O projeto não só documenta os momentos dos animais, mas também busca entender os horários e os locais que frequentam. A Serra do Tepequém é um dos destinos turísticos mais procurados da região, oferecendo atrativos como cachoeiras e um platô que se eleva a quase 1.022 metros de altura, além de um clima agradável à noite.
Com apenas uma semana de atividade, as câmeras já capturaram imagens de diversas espécies, como cutias, catitus, tamanduás e jacamins, contribuindo para esforços de conservação ambiental. As cinco câmeras estão distribuídas em uma área de aproximadamente 54,6 hectares de floresta nativa, protegida pelo Sesc Roraima desde 2001.
A escolha dos locais de instalação das câmeras se baseou em sinais da presença da fauna, como pegadas e trilhas. A bióloga Jadna Alves, analista técnica de Educação Ambiental do Sesc Roraima, destaca que o programa visa aprofundar o conhecimento sobre as espécies na área, seguindo o princípio de que é necessário conhecer para conservar. Além disso, as câmeras funcionam durante a noite, capturando imagens em preto e branco de animais noturnos, e a proposta é criar um banco de dados que subsidie pesquisas e estratégias de conservação.
Fonte: Portal Amazônia