Campanha Nacional Contra Assédio Eleitoral é Lançada por Justiças
TSE, TST e MPT lançam campanha para combater o assédio eleitoral de patrões a empregados. Iniciativa visa garantir o voto livre e secreto dos trabalhadores.

Na última quinta-feira, 6 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) uniram esforços para lançar uma mobilização nacional contra o assédio eleitoral que pode ocorrer no ambiente de trabalho. A campanha, denominada Aliança pelo Voto Livre e Secreto, tem como objetivo principal prevenir e combater tentativas de influência sobre o voto dos empregados por parte de patrões, superiores ou colegas.
Com o slogan No meu voto mando eu, a iniciativa busca conscientizar sobre a importância do voto livre e secreto, além de esclarecer o que constitui assédio eleitoral. Este tipo de assédio se manifesta quando alguém em posição de poder tenta constranger ou pressionar trabalhadores a votar em um candidato específico ou a não votar, utilizando métodos que podem incluir ameaças ou promessas de benefícios.
O procurador Igor Sousa Gonçalves, que coordena a Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho no MPT, comentou sobre o tema: “É a prática do empregador que gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados quanto à manifestação de pensamento”. Ele ressaltou que esse tipo de conduta é proibido e pode resultar em ações judiciais nas esferas trabalhista, eleitoral e, em casos mais graves, até criminal.
Para participar da Aliança pelo Voto Livre e Secreto, os interessados podem acessar a página oficial da campanha, onde é possível baixar materiais de divulgação e registrar o compromisso com essa causa importante. Os recursos são disponibilizados de forma gratuita e podem ser personalizados por empresas e órgãos públicos, permitindo que sejam usados com suas respectivas marcas para ampliar o alcance da campanha.
A campanha também oferece orientações sobre como identificar práticas de assédio eleitoral no local de trabalho. Entre as situações mais comuns estão ameaças de demissão, promessas de vantagens em troca de apoio político e intimidações relacionadas às preferências eleitorais dos trabalhadores. É fundamental que todos conheçam seus direitos e se sintam seguros para exercer seu voto de forma livre e sem pressões externas.
Fonte: D24AM