Campanha Sociobio nas Urnas apresenta propostas para eleições de 2026
A mobilização do Ósociobio busca apresentar propostas de povos indígenas e comunidades tradicionais aos candidatos de 2026. A campanha visa promover a sociobiodiversidade no Brasil.

A campanha intitulada 'Deixa a sociobio crescer' está sendo promovida pelo Observatório das Economias da Sociobiodiversidade (Ósociobio) com o objetivo de apresentar uma carta contendo propostas focadas nos direitos e nas necessidades dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Aproximadamente 40 organizações que atuam na área da sociobioeconomia estão unidas para mobilizar essas demandas.
Com o lema 'Deixa a sociobio crescer!', a iniciativa visa entregar aos candidatos e candidatas das eleições de 2026 um documento que contém 46 propostas organizadas em oito eixos temáticos. A intenção é que os postulantes se comprometam publicamente a criar ou adaptar políticas públicas que garantam à economia da sociobiodiversidade os mesmos benefícios de crédito, infraestrutura e fomento que já são assegurados aos modelos produtivos convencionais.
A secretária-executiva do Ósociobio, Laura Souza, enfatiza que a sociobioeconomia não apenas gera renda e trabalho, mas também preserva os territórios. Ela ressalta que as políticas públicas devem deixar de tratar essa economia como uma exceção e reconhecer sua importância estratégica para o desenvolvimento do Brasil.
Dione Torquato, secretário-geral do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), complementa que a segurança territorial é fundamental para o avanço desse debate. Ele destaca que, nas eleições, é crucial assegurar que os povos e comunidades tradicionais, assim como os agricultores familiares, continuem a viver e produzir em seus espaços.
Um dado alarmante sobre a desigualdade no acesso a crédito destaca essa questão: entre 2013 e 2025, 91,6% do crédito rural foi destinado a médios e grandes produtores, enquanto apenas 8,4% foi alocado para a agricultura familiar. De acordo com a Diretora Executiva da Conexsus, Fabíola Zerbini, essa disparidade histórica nas políticas públicas precisa ser corrigida para que todos os modelos de uso da terra sejam equiparados.
Fonte: Portal Amazônia