Candidatos à Presidência fazem atos simultâneos no Rio e apresentam propostas
Neste sábado (22), Lula e Flávio Bolsonaro realizaram atos simultâneos no Rio, apresentando propostas em segurança, educação e economia. Outros candidatos tiveram agendas em várias regiões do país.

Brasília - A agenda dos candidatos à Presidência da República neste sábado (22) teve como destaque os compromissos de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Os dois candidatos participaram de atos na capital fluminense, realizados simultaneamente, e apresentaram propostas principalmente nas áreas de segurança pública, educação e desenvolvimento econômico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulante ao quarto mandato, realizou o primeiro comício de sua campanha no Estádio Proletário Moça Bonita, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Lula defendeu as candidaturas regionais da sua aliança como oportunidade para tirar o Rio das páginas policiais e impulsionar o desenvolvimento do estado. Ele destacou a educação, prometendo aumentar a oferta de escolas em tempo integral e criar novos institutos federais. "E quando alguém disser para vocês: mas custa caro fazer educação, vocês precisam responder, ‘e quanto custa não fazer?’", afirmou.
Lula também comentou a relação com outros países, dizendo que está disposto a negociar em questões como a exploração de terras raras, mas que o Brasil será prioridade, com os interesses nacionais sendo priorizados. Além disso, pretende investir mais no aparato de defesa nacional para proteção das fronteiras e impor respeito em divergências. Sobre segurança pública, declarou: "Vamos tirar os bandidos dos territórios do Rio de Janeiro e devolver o território para o povo. Não vamos fazer pirotecnia, matar 100 ou 200, mas vamos prender".
Flávio Bolsonaro participou de ato no Maracanãzinho, Zona Norte do Rio, que marcou o lançamento conjunto das candidaturas do PL no estado. Ele focou seu discurso na segurança pública, afirmando que o avanço do crime organizado exige medidas mais duras. Prometeu enquadrar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, defendendo o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para estupradores. "O bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós que as ruas são nossas", disse. Também afirmou que pretende manter programas de transferência de renda associados à qualificação profissional, ensino técnico e incentivo ao empreendedorismo.
O candidato Ronaldo Caiado participou de eventos em Araçatuba e Campinas, defendendo mais investimentos em logística para reduzir custos e aumentar a competitividade, especialmente no agronegócio. Na segurança pública, propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir 40 presídios de segurança máxima e ampliar o uso de inteligência artificial no combate ao crime. Defendeu ações conjuntas com países vizinhos contra narcotráfico, contrabando e lavagem de dinheiro. Sobre a redução da jornada e fim da escala 61, respondeu ser favorável, sem detalhar propostas específicas.
Augusto Cury (Avante) esteve em São Paulo, participando do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará, gravando conteúdos de campanha e preparando-se para o primeiro debate presidencial. À noite, visitou a Festa de Nossa Senhora de Achiropita, no Bixiga.
Romeu Zema (Novo) conversou com aposentados e pensionistas em Bela Vista (MG). Defendeu a criação do contrato de trabalho por hora para ampliar a formalização e arrecadação previdenciária. Sugeriu que a reforma previdenciária seja gradual e afirmou ser contrário às apostas on-line, que chamou de "cocaína digital", prometendo acabar com essa atividade se eleito.
Renan Santos (Missão) lançou no Jardim Panorama, São Paulo, o "marco da desfavelização", defendendo urbanização de favelas com construção de edifícios residenciais, infraestrutura e abertura para novos empreendimentos. Propôs regras para proibir invasões de terrenos e criticou movimentos que usam famílias como "massa de manobra". Participou de reunião da Internacional Antifascista no Rio, defendendo a formação de uma frente antiimperialista com participação sindical, popular e da juventude.
Hertz Dias teve agenda em São Paulo e região do ABC, fazendo caminhadas e panfletagens. Defendeu moradia popular e criticou especulação imobiliária, propondo um amplo plano nacional de obras públicas para moradias, escolas, hospitais, creches, saneamento e equipamentos urbanos.
Clariana Barão concedeu entrevistas defendendo a substituição gradual da escala 61 pela 52, argumentando que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, desde que planejada e adaptada às realidades setoriais, sem redução salarial ou perda de empregos. "A pergunta não deve ser apenas se somos a favor ou contra a escala 61, mas como garantir mais qualidade de vida sem comprometer o crescimento econômico", afirmou.
Wilson Grassi (Partido Democrata) realizou duas reuniões com equipes de coordenação e marketing da campanha. O candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido pelo TSE de fazer campanha, participar de debates e do horário eleitoral. Rui Costa (PCO) e Samara Martins (Unidade Popular) não divulgaram agenda.
Fonte: D24AM