Carla Zambelli busca reverter condenações e evitar extradição na Itália
A ex-deputada Carla Zambelli contrata advogado para contestar condenações e barrar extradição. O foco é garantir sua defesa no Brasil e na Itália.

Em Brasília, a ex-deputada federal Carla Zambelli está em busca de reverter suas condenações através da contratação do advogado brasileiro Eduardo Maurício. A nova defesa começou a atuar oficialmente nesta quinta-feira, 17 de outubro, em colaboração com o advogado italiano Pieremilio Sammarco, visando medidas judiciais tanto na Itália quanto no Brasil.
De acordo com uma nota divulgada por Maurício, as decisões que resultaram nas condenações de Zambelli são vistas como uma forma de perseguição política, além de violarem princípios fundamentais como o devido processo legal e o direito à ampla defesa. A estratégia adotada pela defesa busca contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil, levantando a questão da imparcialidade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O advogado também expressou preocupações sobre a possibilidade de Zambelli não receber um julgamento justo no Brasil. Maurício afirmou que a entrega da ex-parlamentar às autoridades brasileiras equivaleria a condená-la à morte, ressaltando a gravidade da situação.
Histórico de condenações e situação atual
As condenações contra Zambelli têm um histórico que remonta a 2025, quando o STF a sentenciou a dez anos de prisão. Essa condenação foi resultado da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Além disso, a ex-deputada acumula outra pena de cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, relacionado ao episódio em que perseguiu um jornalista armado em São Paulo, no dia anterior ao segundo turno das eleições de 2022. Apesar de a Justiça italiana ter autorizado inicialmente o pedido de extradição em março, Zambelli responde ao processo em liberdade na Itália desde maio, uma vez que a instância máxima do Judiciário italiano já anulou por duas vezes as decisões que permitiam sua entrega ao Brasil.
Fonte: D24AM