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Cármen Lúcia lamenta mal-estar cívico causado pelo STF

A ministra Cármen Lúcia expressou sua tristeza pela imagem negativa do STF, destacando o impacto das recentes denúncias envolvendo magistrados. O julgamento sobre Alexandre de Moraes foi suspenso após pedido de vista.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraSTF, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes
Cármen Lúcia lamenta mal-estar cívico causado pelo STF
Foto: A ministra Cármen Lúcia, do STF, falou sobre o envolvimento de magistrados no caso Master (Foto: STF)

BRASÍLIA - A ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou seu descontentamento em relação à imagem negativa da Corte, especialmente em decorrência das denúncias que envolvem magistrados no caso do Banco Master. Sua declaração ocorreu na terça-feira, dia 15, durante uma sessão de julgamento sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, devido a sua suposta ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Cármen Lúcia afirmou que estava em um estado de "profunda consternação e tristeza". Durante a sessão, a ministra compartilhou que um colega a questionou se estava aborrecida, mas ela respondeu que estava triste. "Este Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, provocou um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros", declarou Cármen Lúcia.

A magistrada destacou que a espetacularização do caso prejudicou a sociedade, que deveria estar focada nas questões mais relevantes em meio ao atual processo eleitoral. "O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, essa é a minha percepção", enfatizou Cármen Lúcia, referindo-se ao clima de instabilidade gerado pelas recentes notícias envolvendo o tribunal.

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A sessão de julgamento foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, o que resultou na indefinição sobre quando o caso será retomado. O placar parcial da votação estava em 4 votos a 3 a favor da análise separada sobre a conduta de Moraes e as ações do ministro André Mendonça, que levantou denúncias contra Moraes e outras autoridades, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relatório que menciona Moraes foi revelado no dia 1º de setembro por André Mendonça. A divulgação levou a uma crise institucional sem precedentes no STF, com a troca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação entre os ministros. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a anulação do relatório, alegando irregularidades na forma como a investigação foi conduzida, e mencionou que o nome de Paulo Gonet também estava presente nas mensagens que a Polícia Federal (PF) atribui a Vorcaro.

Fonte: Amazonas Atual

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