Células de vaca podem auxiliar na busca por novos tratamentos contra câncer
Estudo da Universidade de Leipzig revela semelhança entre células bovinas e humanas, podendo contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos oncológicos.

A pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Leipzig, na Alemanha, trouxe à tona uma descoberta promissora no campo da oncologia. Os pesquisadores identificaram semelhanças significativas entre células de vaca e células humanas, o que pode ser um avanço na busca por novos tratamentos contra o câncer.
Publicado na revista científica Archives of Toxicology, o estudo focou em como diferentes espécies regulam um mecanismo essencial de proteção do organismo: a apoptose. Este é o processo pelo qual células danificadas ou que não estão funcionando corretamente são eliminadas, evitando que se multipliquem e causem problemas maiores.
Os cientistas descobriram que, em uma fase específica da apoptose, as células bovinas apresentavam características mais semelhantes às células humanas do que as encontradas em camundongos. Essa descoberta abre a possibilidade de utilizar células bovinas como uma ferramenta adicional em estudos pré-clínicos, especialmente na pesquisa de substâncias destinadas ao combate a tumores.
A apoptose é um mecanismo natural que permite ao corpo eliminar células com sérios danos. Normalmente, quando uma célula sofre alterações que podem representar risco, uma série de sinais internos desencadeia sua destruição. No entanto, células cancerígenas desenvolveram formas de escapar desse processo, continuando a viver, mesmo quando apresentam alterações prejudiciais.
A equipe da Universidade de Leipzig concentrou sua investigação em duas proteínas, BAX e BAK, que estão diretamente envolvidas na ativação da morte celular. A pesquisa revelou que a proteína BAX em células bovinas tem maior semelhança com a sua versão humana do que a encontrada em camundongos, o que pode ser crucial para a pesquisa de novos medicamentos. Embora os resultados ainda necessitem de mais investigações, essa descoberta pode ser um passo importante para melhorar a forma como testamos novos tratamentos contra o câncer.
Fonte: D24AM