Conflito EUA-Irã se intensifica com novos ataques militares
Após mais de um mês de trégua, EUA e Irã voltaram a se atacar militarmente. A escalada começou com uma ofensiva americana na ilha de Larak.

Nesta segunda-feira, dia 31, os Estados Unidos e o Irã retomaram os ataques militares, encerrando um período de mais de um mês sem confrontos diretos entre as duas nações. A nova escalada teve início com uma ação das forças americanas contra dois lançadores de foguetes iranianos localizados na ilha de Larak, no sul do Irã.
De acordo com o governo dos EUA, as forças iranianas estavam se preparando para usar os lançadores para disparar minas marítimas no estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA, conhecido como CENTCOM, descreveu a operação como uma ação "limitada e precisa" em resposta a uma ameaça que consideravam iminente.
Como resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que havia lançado mísseis contra duas bases americanas situadas na Jordânia. As Forças Armadas da Jordânia confirmaram que interceptaram e destruíram um total de oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo, assegurando que os projéteis foram neutralizados antes que pudessem atingir áreas civis.
Além disso, o Irã também declarou ter atacado uma instalação militar americana nos Emirados Árabes Unidos. Entretanto, o governo de Abu Dhabi desmentiu a informação, classificando-a como falsa. Essa escalada de tensões ocorre logo após o presidente Donald Trump afirmar que o estreito de Ormuz estava livre de minas, mesmo após o CENTCOM ter comunicado sobre a retirada de explosivos de rotas de navegação na região.
O estreito de Ormuz é uma passagem crucial para o transporte internacional de petróleo e gás, e a interrupção do tráfego nessa área pode afetar diretamente os mercados de energia. Apesar das declarações dos EUA sobre a segurança do estreito, a Guarda Revolucionária iraniana contestou a versão americana, afirmando que as restrições à navegação continuarão enquanto as operações militares dos EUA contra o Irã persistirem. A situação se complica ainda mais em meio a um impasse diplomático, com o governo Trump negando quaisquer negociações com Teerã, enquanto o Irã estipula condições para o restabelecimento do tráfego marítimo, incluindo o fim das sanções e do bloqueio aos portos iranianos.
Fonte: D24AM