Construtora Meirelles Mascarenhas vence licitação de R$ 182 milhões na BR-319
A Construtora Meirelles Mascarenhas Ltda. foi contratada para repavimentar 36,5 km da BR-319, entre Manaus e Porto Velho, com um investimento de R$ 182 milhões.

MANAUS — A empresa Construtora Meirelles Mascarenhas Ltda., localizada em Brasília, ganhou a licitação para realizar a repavimentação de 36,5 quilômetros do Trecho do Meio da rodovia BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho. O trecho em questão, que vai do quilômetro 433,1 ao 469,6, situado em Manicoré, foi contratado através do Edital nº 90129/2026, do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura).
O resultado da licitação foi oficialmente divulgado na edição do Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira, dia 14, e o documento foi assinado pelo superintendente do Dnit no Amazonas, Orlando Fanaia Machado. Essa repavimentação faz parte de um conjunto de obras necessárias para a recuperação da rodovia, que atualmente enfrenta sérios problemas de trafegabilidade devido à deterioração da malha viária.
As ações de recuperação da BR-319 foram divididas em quatro lotes, abrangendo um total de 340 quilômetros do trecho mais crítico da estrada. Os serviços do Lote 1, que compreende os quilômetros 250,7 a 346,2, foram entregues em maio à Construtora Etam, a um custo de R$ 362 milhões. Já o Lote 2, que vai do quilômetro 346,2 ao 433,1, foi adquirido em agosto pela empresa LCM Construção e Comércio S.A., de Belo Horizonte (MG), por R$ 402,4 milhões.
No pregão referente ao Lote 3, que foi vencido pela Construtora Meirelles Mascarenhas, 14 empresas foram desclassificadas. A proposta vencedora foi no valor de R$ 182,4 milhões, e a expectativa é que os serviços sejam concluídos em um prazo de dois anos. O Lote 4, que abrange o trecho entre os quilômetros 469,6 e 590,1, ainda está passando pela fase de julgamento.
Os quatro editais foram inicialmente publicados no dia 13 de abril, com previsão de abertura das propostas para os dias 29 e 30 do mesmo mês. Contudo, no dia 29, uma decisão da Justiça Federal do Amazonas suspendeu os editais, após uma ação do Observatório do Clima que questionava o enquadramento das obras como serviços de manutenção. Essa mudança na legislação, que permite a dispensa de licenciamento ambiental para rodovias previamente asfaltadas, foi crucial para que as obras na BR-319 pudessem avançar, tendo sido a nova lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2025 e entrado em vigor em fevereiro deste ano. Após a suspensão ser revertida pelo TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), as licitações puderam prosseguir, resultando na republicação dos editais.
Fonte: Amazonas Atual