Defensoria Pública investiga problemas na rede elétrica de Manaus
A Defensoria Pública do Amazonas está ampliando a investigação sobre a rede elétrica em Manaus após novas ocorrências. A apuração visa garantir a segurança e a conformidade dos serviços prestados pela Âmbar Energia S.A.

No estado do Amazonas, a Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) decidiu expandir sua investigação sobre a rede elétrica de Manaus. Essa decisão foi tomada em resposta a uma série de novas ocorrências envolvendo postes, transformadores e fiações, que se intensificaram após o apagão que afetou bairros das zonas oeste e centro-oeste da capital, assim como os municípios de Iranduba e Manacapuru, no dia 20 de agosto.
A ampliação da apuração foi implementada no dia 4 de setembro e inclui questões relacionadas à segurança, adequação e conformidade técnica da infraestrutura, materiais, equipamentos e sistemas utilizados pela Âmbar Energia S.A. Originalmente, o procedimento coletivo se concentrava em investigar as circunstâncias, causas e consequências do apagão, mas a situação mudou com o surgimento de relatos de incêndios e falhas na rede elétrica.
De acordo com o defensor público e coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Christiano Pinheiro, um dos casos que motivaram essa ampliação ocorreu em 26 de agosto. Nesse incidente, um transformador em um poste na Avenida Tefé, no bairro Japiim, teria explodido, causando um incêndio e a propagação das chamas para um imóvel próximo, além do rompimento de fios de alta tensão.
Além disso, foram reportadas outras ocorrências envolvendo postes e transformadores em diversos pontos da cidade. Embora esses eventos não permitam determinar a causa ou a responsabilidade da concessionária de energia, a Defensoria considera essencial realizar uma investigação técnica sobre a segurança e o serviço prestado pela Âmbar Energia S.A.
A investigação buscará também verificar se os materiais, equipamentos e transformadores utilizados pela concessionária atendem às normas técnicas vigentes. Para isso, a DPAM questionou o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) sobre a certificação dos equipamentos, além de solicitar dados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) e ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) para identificar a eficiência dos serviços prestados pela empresa antes e depois das substituições de fiação.
Fonte: D24AM