Defesa de Adail Pinheiro classifica afastamento como desnecessário
O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, teve seu afastamento de 90 dias considerado desnecessário pela defesa, que argumenta não haver prejuízo nas investigações.

MANAUS — A defesa do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, se manifestou sobre o afastamento de 90 dias determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificando-o como uma "medida desnecessária". O advogado Fabrício Parente afirmou que a permanência de Adail no cargo não traria prejuízos às investigações em andamento.
Parente destacou que a defesa tomará as devidas providências com urgência. "Por entendermos que não existe qualquer prejuízo para as investigações, acreditamos que se trata de uma medida desnecessária e que será enfrentada com a urgência que o caso exige", disse o advogado ao portal ATUAL.
O afastamento foi decidido na segunda-feira, dia 14, e faz parte de um inquérito que tramita em segredo de justiça. Este inquérito investiga Adail Pinheiro e seu filho, Adail Filho (MDB), por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Além do afastamento, na quarta-feira, dia 16, a Polícia Federal (PF) cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari, na operação chamada Operação Dinastia do Lago. O nome da operação remete à longa permanência da família Pinheiro no poder na região.
A investigação da PF apura a possível atuação de uma organização criminosa em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Coari. O inquérito começou após a apreensão de cerca de R$ 1,25 milhão em espécie, transportados por empresários amazonenses em um voo entre Manaus e Brasília em maio de 2025.
Fonte: Amazonas Atual