Defesa de Vorcaro se pronuncia sobre áudio relacionado a filme de Lula
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro é novamente destaque em meio a alegações de repasses ao Instituto Lula para um documentário. A defesa refuta a autenticidade de gravações vinculadas ao caso.

Brasília - Um suposto depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a ser um tema central na disputa política. A revista Veja, em sua edição de sexta-feira (9), noticiou que Vorcaro teria declarado que liberou R$ 30 milhões em espécie para o Instituto Lula, que é gerenciado por Paulo Okamotto. O montante seria destinado ao financiamento do documentário 'Lula', que será lançado em 2024 e dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
A defesa de Vorcaro, representada pelos advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz, emitiu uma nota onde expressa seu repúdio à divulgação de documentos que supostamente estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada não concretizadas. Eles afirmaram não reconhecer a origem, autenticidade ou integridade do material mencionado na reportagem.
A revista Veja ainda relatou que os R$ 30 milhões teriam sido negociados como contrapartida para que o Banco Master tivesse acesso aos fundos de pensão de servidores federais. Segundo a publicação, a intermediação dessa negociação teria sido feita pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Em um trecho de áudio atribuído a Vorcaro, que não tem data confirmada, ele menciona que houve um arranjo com o Banco do Brasil e que 'o cara pede para colocar dinheiro no filme do Lula.'
De acordo com a Veja, esse relato seria parte de documentos entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) em busca de uma colaboração premiada. A reportagem também cita diálogos envolvendo o então secretário-executivo da SRI, Olavo Noleto, e conversas sobre tentativas de encontro com o presidente Lula em 2024 e 2025. Mensagens de um operador petista em outubro de 2024 indicavam que a situação estava sendo acompanhada de perto.
Em resposta, a PGR negou que Vorcaro tenha prestado depoimento oral e esclareceu que todas as tratativas foram mediadas por advogados, sem contato direto do investigado com a PGR. A Polícia Federal também já havia rejeitado versões apresentadas pela defesa de Vorcaro por falta de provas. Além disso, a PF negou ter recebido anexos relacionados ao conteúdo discutido. A defesa de Vorcaro contestou a veracidade do áudio e acionou a PF para investigar uma possível articulação política com a campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto o PT classifica o caso como uma farsa eleitoral.
Fonte: D24AM