Desafios da Seca na RDS do Piranha: Famílias Sofrem com a Falta de Água
Na comunidade Braga, em Manacapuru, a seca impacta o cotidiano das famílias, dificultando o acesso à água potável e causando a morte de peixes.

Na comunidade Braga, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Piranha, em Manacapuru (AM), as famílias enfrentam sérios desafios devido à seca que afeta a região. A falta de água e a escassez de peixes têm dificultado atividades essenciais do dia a dia, levando os moradores a buscar alternativas para suprir suas necessidades.
Segundo o morador Noé Marques, a mortandade de peixes durante o período de estiagem provoca um odor desagradável na água do rio, tornando-a imprópria para o consumo e para atividades como banho e lavagem de utensílios. Para contornar essa situação, muitos moradores têm optado por comprar água, sendo que um balde de 20 litros é vendido por R$ 8, mas essa solução não é sustentável a longo prazo.
A visita técnica realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) à comunidade na última semana revelou a gravidade da situação. A superintendente-geral adjunta da FAS, Valcléia Lima, destacou que um poço perfurado há mais de 20 anos já não atende às necessidades atuais da localidade. “Por mais que a gente esteja numa área de várzea, hoje o maior problema da comunidade é a água”, afirmou Valcléia.
Além da escassez de água, a equipe da FAS também observou temperaturas elevadas na água do rio e a presença de peixes mortos. Durante o deslocamento entre Manaus e Manacapuru, a fumaça intensa encontrada ao longo do trajeto adicionou mais uma preocupação às condições já críticas que as famílias enfrentam.
Esses relatos evidenciam a urgência em encontrar soluções adequadas para o abastecimento de água nas comunidades afetadas pela seca. A FAS está desenvolvendo a Aliança Adaptação El Niño 2026–27, uma iniciativa que visa conectar diferentes setores para construir soluções que ajudem a proteger as pessoas e os modos de vida na Amazônia, levando em consideração as necessidades locais. A luta por condições dignas de água potável e o preparo das famílias para enfrentar as mudanças climáticas são questões que precisam ser tratadas com urgência.
Fonte: Portal Amazônia