Desafios logísticos e financeiros para negócios amazônicos em destaque
No Dia da Amazônia, empresas enfrentam barreiras logísticas e de financiamento. O transporte do pirarucu exemplifica os desafios das cadeias produtivas na região.

No Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, empresas apoiadas pela AMAZ destacam como problemas de logística e financiamento impactam as cadeias produtivas da região. Um exemplo emblemático é o transporte de quase 30 toneladas de pirarucu que partiu de Fonte Boa, no interior do Amazonas, rumo a São Paulo. Durante o percurso, a carga enfrentou diversos desafios, incluindo a necessidade de ser armazenada com gelo e dificuldades no transbordo em Manaus, além das condições da BR-319.
A CEO da Navegam, Michelle Guimarães, ressalta que a falta de infraestrutura é um dos principais obstáculos para o crescimento das cadeias produtivas amazônicas. Segundo ela, “enquanto a gente não tem melhoria na infraestrutura logística, na capital, nos interiores, nas estradas, a gente não consegue ter uma escala desses produtos, porque tudo passa pela logística”. Essa realidade ilustra a complexidade que envolve transformar produtos da Amazônia em negócios viáveis.
Empresas como a Navegam e a ForestFi estão se dedicando a desenvolver soluções que enfrentam os desafios das cadeias produtivas na Amazônia. Ambas são apoiadas pela AMAZ, a maior aceleradora de negócios de impacto do Norte do Brasil, que oferece um programa de aceleração adaptado às necessidades de cada negócio. Este apoio é especialmente relevante em um dia que busca chamar a atenção para a conservação da floresta e o desafio de equilibrar desenvolvimento e preservação.
A ForestFi, liderada por Macaulay Abreu, foca na dificuldade de acesso a capital, uma barreira significativa para muitas organizações. Ele destaca que “nem sempre as organizações estão aptas a receber investimentos externos”, refletindo uma das principais lições aprendidas no processo. A estratégia da empresa inclui a antecipação de recursos, permitindo que organizações formem estoques de produtos da bioeconomia antes do pico de demanda, dando assim maior flexibilidade para negociação.
A experiência da Navegam durante o transporte do pirarucu ilustra a necessidade de melhorias na infraestrutura logística. A empresa começou com logística fluvial e, agora, opera de forma multimodal, integrando diferentes etapas do transporte. Michelle Guimarães afirma que “não existe desenvolvimento socioeconômico na Amazônia se não existir a melhoria da infraestrutura logística”. Os casos de Navegam e ForestFi revelam a profunda intersecção entre geração de renda e conservação da floresta, questionando como viabilizar a economia amazônica sem comprometer seus recursos naturais.
Fonte: Portal Amazônia