Desmatamento na Amazônia e Cerrado apresenta queda significativa
O desmatamento na Amazônia teve uma redução de 41,8% e no Cerrado de 23,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, de acordo com dados do Inpe.

Em Brasília, foi divulgado na última sexta-feira (16) que o desmatamento na Amazônia caiu 41,8% e no Cerrado 23,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, em comparação ao período anterior. Esses dados são oriundos do monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e representam as menores extensões de desmatamento registradas nas séries históricas.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, expressou satisfação com os resultados, considerando-os um sonho realizado para muitos ambientalistas. Ele afirmou: “Quantas vezes não ouvimos essa frase de que é impossível obter o desmatamento zero? Estamos trazendo resultados concretos para os biomas Amazônia e Cerrado”.
Capobianco atribui essa redução a três pilares fundamentais que sustentam as políticas de combate ao desmatamento. O primeiro pilar é a ciência, que orienta as ações com base em dados e estudos. O segundo é a democracia, que envolve a participação da sociedade nos debates sobre o meio ambiente, e o terceiro pilar é o pacto federativo, que inclui a adesão de prefeitos e governadores, independentemente de suas filiações políticas.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também destacou a importância da colaboração entre diferentes esferas do governo. “Houve uma coordenação ministerial eficaz para contribuir com esse resultado. Houve cooperação com estados e municípios e participação da sociedade”, afirmou, enfatizando que o esforço foi um verdadeiro “jogo de ganha-ganha”.
O governo federal, por sua vez, apontou ações específicas que contribuíram para essa queda, como o fortalecimento das operações da Polícia Federal, que instaurou quase 8 mil inquéritos relacionados a crimes ambientais entre 2023 e 2026. Além disso, houve aumento do investimento no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a criação de 18 novas unidades de conservação e a homologação de 20 terras indígenas.
André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária, ressaltou que o mercado exportador do agronegócio é um dos maiores beneficiários dessa diminuição do desmatamento. Ele mencionou a crescente exigência de países e blocos como a União Europeia, que proíbe a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas. “Esse é um passaporte para entregar os produtos brasileiros. Sem esses números, seria muito difícil comercializar os produtos brasileiros no mundo”, concluiu, ressaltando que o Brasil se tornou o maior exportador de alimentos do mundo, superando os Estados Unidos em 2026.
Fonte: D24AM