Desmatamento na Amazônia tem queda histórica de 41,8%, diz Inpe
O Inpe anunciou uma redução de 41,8% no desmatamento da Amazônia, a menor taxa desde 1988. Os dados refletem ações de fiscalização e conservação ambiental.

O desmatamento na Amazônia apresentou uma queda significativa de 41,8%, conforme revelou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira, 16 de junho de 2026. Na comparação com o período anterior, que registrou 5.731 km² desmatados entre agosto de 2024 e julho de 2025, a nova taxa de desmatamento agora é de 3.335 km².
Esse dado representa a menor taxa de desmatamento da série histórica que começou em 1988. O valor anterior, que era de 5.731 km², já havia sido considerado alarmante, e o número mais baixo registrado antes desta nova taxa foi de 4.571 km² em 2012.
Os estados que mais contribuíram para o desmatamento foram o Pará, com 1.130 km², seguido pelo Mato Grosso, que teve 849 km², e o Amazonas, com 525 km². Essa diminuição nas taxas é atribuída a uma combinação de estratégias federais de prevenção e controle do desmatamento, que inclui monitoramento por satélite e fiscalização rigorosa.
As ações para combater o desmatamento estão organizadas pelo Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e pelo PPCerrado, ambos restabelecidos em 2023. Entre 2023 e 2026, o Ibama realizou mais de 76 mil ações de fiscalização, resultando em R$ 11,8 bilhões em multas aplicadas.
Adicionalmente, o governo tem investido em programas que visam a conservação e uso sustentável da vegetação nativa, como o Bolsa Verde, que já atende mais de 86 mil famílias em áreas de conservação. O apoio financeiro e as iniciativas para a regularização ambiental são essenciais para garantir a proteção dos biomas brasileiros e a manutenção da biodiversidade.
Fonte: Portal Amazônia