Eleições de 2026 podem afetar proteção das florestas públicas da Amazônia
O 4º boletim do Observatório das Florestas Públicas alerta que as eleições de 2026 são cruciais para a proteção das Florestas Públicas Não Destinadas na Amazônia.

O 4º boletim do Observatório das Florestas Públicas, lançado em 11 de junho de 2026, aponta que as eleições de 2026 podem ter um impacto significativo na proteção das Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs) na Amazônia. Essas áreas são consideradas as mais vulneráveis ao avanço do desmatamento, da degradação e da grilagem de terras no Brasil, já que ainda não possuem uma definição clara de uso e gestão pelo Estado.
O boletim, resultado da parceria entre o movimento Amazônia de Pé e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), enfatiza a necessidade de políticas públicas que visem à proteção territorial e ao combate às mudanças climáticas. A publicação destaca que a Amazônia pode enfrentar forte pressão ambiental, especialmente se um El Niño intenso ocorrer entre 2026 e 2027, o que poderia agravar os problemas de desmatamento e incêndios.
Rebecca Maranhão, pesquisadora do IPAM, afirmou que a destinação das FPNDs para áreas protegidas é uma estratégia crucial para mitigar os impactos dos eventos climáticos extremos. Ela ressaltou que esta é uma oportunidade para o Brasil combater o desmatamento e promover direitos por meio de economias sustentáveis que respeitem a cultura amazônida.
O boletim também alerta que a escolha de representantes que não priorizam a agenda ambiental pode enfraquecer as instituições responsáveis pela proteção da Amazônia. Catarina Nefertari, co-diretora executiva da Amazônia de Pé, enfatizou a importância de informar a sociedade e incentivar a participação no debate público, especialmente durante um período eleitoral que coincide com a possibilidade de um intenso El Niño.
Além disso, o documento destaca a necessidade de integrar as ações de governos federal, estaduais e municipais e de consolidar políticas de longo prazo para a proteção das FPNDs. O fortalecimento da governança territorial e a destinação dessas florestas são essenciais para combater a grilagem e garantir que a sociedade confie nas instituições públicas.
Fonte: Portal Amazônia