Eleições Suplementares em Roraima: Novo Governador será Escolhido em Junho
Mais de 384 mil eleitores de Roraima irão às urnas em 21 de junho de 2026 para escolher um novo governador e vice, após anulação da eleição de 2022 por irregularidades.

Mais de 384 mil eleitores de Roraima retornarão às urnas no dia 21 de junho de 2026 para eleger o novo governador e vice-governador do estado. Este pleito suplementar ocorre em razão da anulação da chapa vencedora nas eleições de 2022, devido a abuso de poder político e econômico, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Atualmente, a administração de Roraima está sob a responsabilidade do presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), que assumiu o cargo de forma interina em 30 de abril de 2026. Ele permanecerá no posto até que os novos governantes, eleitos pelo voto popular, tomem posse e cumpram o mandato-tampão até dezembro de 2026, quando uma nova eleição ocorrerá em outubro.
Com o cronograma eleitoral avançando, as urnas eletrônicas já estão passando pelos processos de carga, lacre e distribuição nas seções de votação dos 15 municípios roraimenses. A logística e a segurança do pleito contarão com o apoio das Forças Armadas, garantindo que o material chegue a regiões isoladas e comunidades indígenas.
O prazo para registro de candidaturas se encerrou no dia 20 de maio, com quatro chapas se apresentando para a disputa. A coligação governista, Roraima Segue em Frente, lançou Soldado Sampaio como candidato a governador e a deputada estadual Tayla Peres como vice. A oposição, representada pela Federação Brasil da Esperança, inicialmente inscreveu a professora Antonia Pedrosa (PT) e o artista plástico Bartô Macuxi (PSOL), mas depois substituiu Pedrosa por Nelita Frank.
A diferença entre a situação de Roraima e a do Amazonas, que teve eleições indiretas, está na razão do afastamento dos mandatários. Enquanto o Amazonas passou por uma vacância administrativa, a decisão em Roraima foi estritamente eleitoral, resultando na anulação da eleição de 2022. A cassação da chapa pela Justiça Eleitoral foi consequência de investigações que apontaram o uso indevido da máquina pública para fins eleitorais, levando à inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium por oito anos.
Fonte: Portal Amazônia