Embrapa destaca gestão de água para enfrentar seca na Região Norte até 2027
A Embrapa alerta sobre a importância do manejo de água para mitigar os efeitos da seca e chuvas irregulares na Região Norte até março de 2027.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfatiza a urgência da gestão hídrica na Região Norte, diante da previsão de seca e chuvas abaixo da média até março de 2027. Com as projeções do fenômeno El Niño, que deve impactar o setor produtivo, o manejo adequado da água torna-se essencial para garantir a produção agropecuária na região.
As análises da Embrapa indicam que os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima enfrentarão déficits hídricos significativos, enquanto Pará, Amapá e áreas do Maranhão e Mato Grosso devem lidar com o atraso das chuvas. Tais condições climáticas podem afetar a navegação, o transporte de insumos e alimentos, além do abastecimento de água, a agricultura de várzea, a pesca e a aquicultura.
A situação já é crítica em Roraima, onde a falta de chuvas começou em julho de 2026, resultando em quebras históricas na safra antes mesmo de outras áreas do Norte. As previsões apontam para perdas de 30% a 50% na produção agrícola daquele ano, o que ressalta a necessidade urgente de medidas preventivas.
Para minimizar os impactos do El Niño, a Embrapa sugere que os produtores rurais adotem práticas como o manejo do solo, proteção florestal, suspensão de queimadas e uso de tecnologias de corte-e-trituração da capoeira. A economia de água é igualmente crucial, com recomendações para cercar e isolar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e realizar a limpeza de açudes e cisternas.
Além disso, a Embrapa ressalta a importância de seguir as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para cultivos específicos. O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia, criou uma página online com informações sobre o El Niño, visando apoiar produtores na tomada de decisões e na redução dos riscos climáticos na agricultura e pecuária.
Fonte: Portal Amazônia