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Estiagem no Amazonas: 42 Municípios em Emergência e Ar Irrespirável

O Governo do Amazonas declara emergência em 42 municípios devido à estiagem, afetando mais de 104 mil famílias. Alertas sobre a qualidade do ar são emitidos em várias áreas.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraestiagem, emergência, queimadas
Estiagem no Amazonas: 42 Municípios em Emergência e Ar Irrespirável
Foto: (Foto: Divulgação GDC)

Manaus – O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, vinculado ao Governo do Amazonas, divulgou nesta quarta-feira (21) um boletim sobre a grave situação de estiagem que afeta o estado. Segundo informações da Defesa Civil, 104.690 famílias estão impactadas por essa crise climática, que já levou 42 municípios a serem declarados em situação de Emergência.

Os municípios que enfrentam essa situação crítica incluem Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, e muitos outros, totalizando uma lista extensa de cidades que necessitam de ajuda imediata. Além disso, 15 municípios estão sob alerta, como Barcelos e Manaus, e outros cinco municípios estão em situação de Atenção, incluindo Anamã e Iranduba.

A Defesa Civil do Amazonas também emitiu novos alertas quanto à qualidade do ar na manhã desta quarta-feira, devido a incêndios florestais em áreas vulneráveis. O primeiro alerta classifica a qualidade do ar em Autazes como Severa, com concentrações de MP2,5 acima de 125 µg/m³, enquanto outros municípios enfrentam condições de ar Ruim a Muito Ruim.

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Entre as ações do Governo do Amazonas, cerca de 1.500 servidores, incluindo bombeiros militares e brigadistas, estão mobilizados para combater os incêndios e os efeitos da estiagem. A operação conta com o apoio de 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Governo Estadual, além da contratação de 153 brigadistas florestais.

Para coibir o uso ilegal do fogo, a Operação Alerta Fogo utiliza drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. De 1º de junho a 20 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 3.789 ocorrências relacionadas a incêndios. Medidas preventivas, como a proibição do uso do fogo por 120 dias, foram implementadas para lidar com essa crise ambiental, que também inclui atividades educativas que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto deste ano.

Fonte: D24AM

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