Empreendedorismo é Caminho de Inclusão Econômica para Mães Refugiadas no Brasil
Estudo revela que mulheres refugiadas no Brasil encontram no empreendedorismo uma forma de gerar renda e cuidar da família. Ana Joselyn, de Manaus, é um exemplo dessa jornada.

Um estudo recente sobre refugiados e migrantes empreendedores destaca o papel crucial das mulheres no empreendedorismo, evidenciando a alta demanda por crédito e capacitação. Ana Joselyn, proprietária do restaurante Fusão de Sabores em Manaus, é uma das mães refugiadas que utiliza o empreendedorismo para equilibrar a geração de renda e os cuidados familiares.
O Fusão de Sabores, localizado no Mercado de Origem da Amazônia, mistura sabores da culinária venezuelana e brasileira. Ana Joselyn, que chegou ao Brasil em 2019, expressa sua ambição de tornar seu negócio conhecido mundialmente, especialmente com a visita de turistas de diversas partes do mundo. “Sonhei que meu negócio fosse mundial e nesse mercado este sonho está se realizando,” afirma ela.
O estudo realizado pela Innovare Pesquisa, em parceria com o ACNUR, revela que aproximadamente 95% dos entrevistados residem no Brasil há mais de três anos. Isso reforça a ideia de que o empreendedorismo é uma alternativa viável para a geração de renda e estabilidade entre refugiados no país, principalmente para as mulheres.
A pesquisa, que ouviu 89 empreendedores de diferentes regiões do Brasil entre janeiro e fevereiro de 2026, mostra que 71% dos empreendedores são mulheres, com uma idade média de 40 anos. O número de mães solo empreendedoras aumentou em relação à pesquisa anterior de 2023, evidenciando que o empreendedorismo é uma estratégia que permite a essas mulheres conciliar o trabalho e os cuidados familiares.
O ACNUR, por meio de parcerias, busca oferecer suporte para capacitação e formalização dos negócios, além de facilitar o acesso ao crédito. Ana Joselyn destaca a importância de projetos de capacitação, como Mulheres Fortes, que a ajudaram a aprimorar suas habilidades e a adaptar seu modelo de negócio. Com a necessidade de capacitação em marketing e vendas, a plataforma Refugiados Empreendedores se torna uma ferramenta essencial para a divulgação e crescimento dos negócios dessas mulheres.
Fonte: Portal Amazônia