Empresária é presa pela PF por ligação com o PCC após sanção dos EUA
A Polícia Federal prendeu Stella Stefanie Nunes em operação contra lavagem de dinheiro do PCC. Victor Henrique de Oliveira Shimada está foragido.

SÃO PAULO – Na manhã desta sexta-feira, 3 de novembro, a Polícia Federal lançou a Operação Exchange com o objetivo de desmantelar um importante braço financeiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Esta operação é parte de um esforço para desarticular um esquema suspeito de lavar mais de R$ 10 bilhões provenientes do tráfico internacional de drogas.
Entre os alvos da operação estão os empresários Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, ambos os primeiros brasileiros a serem sancionados pelos Estados Unidos desde que o governo de Donald Trump designou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. Enquanto Stella foi detida pela PF, Shimada permanece foragido.
Mais de 50 policiais federais estão envolvidos na execução de 13 mandados de busca e apreensão, além de 11 mandados de prisão temporária, todos expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo. As ações estão sendo realizadas em diversas localidades, incluindo São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, com a determinação judicial para o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados, que podem totalizar até R$ 10,4 bilhões.
Recentemente, no dia 1º de novembro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Stella e Shimada, assim como contra três empresas brasileiras e uma em Portugal, por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC. Segundo informações do governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões oriundos de atividades ilícitas e tráfico internacional de drogas.
Victor Henrique de Oliveira Shimada é considerado um líder do núcleo paulista da rede de lavagem de dinheiro do PCC e é visto como um elo entre membros da facção na Flórida e traficantes internacionais. Ele já cumpriu prisão domiciliar no Brasil em um caso que envolvia lavagem de recursos desviados do Sport Club Corinthians Paulista em um esquema de fraude publicitária. Por outro lado, Stella é identificada pelo Tesouro americano como uma colaboradora próxima de Shimada, atuando na coleta de grandes quantias em dinheiro e fornecendo apoio logístico às operações da rede criminosa.
Fonte: Amazonas Atual