Erika Hilton descarta negociações sobre emendas na PEC da escala 61
A deputada federal Erika Hilton afirmou que não haverá negociações sobre emendas que aumentem a jornada de trabalho na PEC da escala 61. Ela defende que a mudança não prejudicará a economia.

Em São Paulo, a deputada federal Erika Hilton, do PSol-SP, se manifestou nesta quarta-feira (20) sobre a PEC que trata do fim da escala 61. Durante sua participação no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional, ela disse que o governo não irá negociar emendas propostas por partidos de oposição que visem a alteração da jornada de trabalho.
Hilton destacou que "o governo vai dar aquilo que cabe para ser dado" e que não há espaço para a negociação de compensações como desoneração da folha de pagamento. "Não haverá nenhuma entrega a mais além da necessária que é dar ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso", afirmou a deputada.
Além disso, Erika Hilton criticou a interpretação de que pequenas empresas estão por trás das propostas de aumento da carga horária. Ela pontuou que "o pequeno empreendedor, o pequeno empresário, não é aquele que está fazendo todo esse espetáculo [da alteração da PEC]" e que as mudanças são impulsionadas por deputados que buscam aumentar a jornada para 52 horas semanais.
A deputada também mencionou que é possível discutir questões específicas para garantir uma transição tranquila, como isenções tributárias e o fortalecimento das convenções coletivas. Segundo ela, um Projeto de Lei será apresentado para regulamentar as particularidades dos setores e assegurar que a transição da jornada não cause prejuízos.
Por fim, Erika Hilton afirmou que o fim da escala 61 não impactará negativamente a economia. Ela citou dados do Dieese, que indicam a possibilidade de criação de mais de 3 milhões de novos empregos imediatos após a aprovação da redução da jornada. "Quando as empresas têm menos trabalhadores doentes, isso significa, no fim do dia, lucratividade", concluiu a deputada.
Fonte: D24AM