Erro em CPF resulta em óbito indevido de agricultora em Maués
Maria Eunice de Matos Martins, de 60 anos, foi erroneamente registrada como morta pelo INSS após confusão com o CPF da mãe. O caso foi descoberto pela Defensoria Pública do Amazonas.

MANAUS – A agricultora Maria Eunice de Matos Martins, de 60 anos, residente na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, em Paraná do Mucura, Maués, enfrenta um grande problema após ser registrada como falecida pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Essa situação a impediu de receber seu benefício previdenciário da aposentadoria, crucial para sua sobrevivência.
O erro ocorreu quando a mãe de Maria Eunice faleceu. Por engano, o CPF da agricultora foi incluído na certidão de óbito da mãe, levando à emissão de um documento em seu nome, que a fez constar como morta na base de dados do governo. Com isso, o benefício dela foi automaticamente suspenso, causando sérias dificuldades financeiras.
A agricultora relatou sua angústia ao tentar acessar seu benefício. “Quando eu vim receber meu dinheiro na cidade, não tinha nada na conta. Fui na agência e falaram que eu constava como morta. Quando soube o que aconteceu, eu me senti muito mal. Quem morreu foi a minha mãe, não eu”, desabafou Maria Eunice.
O técnico do Seguro Social, Gabriel Tavares, que atendeu o caso durante um mutirão da Defensoria Pública do Amazonas, esclareceu que a confusão foi identificada após a verificação nas bases de dados do INSS. “Constatamos que houve um erro no registro de óbito: os dois últimos dígitos do CPF eram iguais aos da mãe dela, que foi quem realmente faleceu”, explicou Tavares.
Como parte do processo de correção, Maria Eunice precisou entrar com uma ação na Justiça para atualizar a certidão de óbito da mãe, permitindo que seu cadastro no INSS seja corrigido. O mutirão da DPE que identificou esses problemas ocorreu em várias cidades, incluindo Itacoatiara, Codajás e São Gabriel da Cachoeira, ajudando a população a resolver pendências com a previdência.
Fonte: Amazonas Atual