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Estreia do documentário sobre Santa Etelvina acontece no cemitério São João Batista

O documentário 'Etelvina – A Ressignificação da Tragédia' estreia no dia 15 de setembro, em Manaus, no cemitério São João Batista, marcando os 125 anos do assassinato de Etelvina de Alencar.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituradocumentário, Santa Etelvina, Manaus
Estreia do documentário sobre Santa Etelvina acontece no cemitério São João Batista
Foto: (Foto: Divulgação)

Na próxima sexta-feira, dia 15 de setembro, o Cemitério São João Batista, em Manaus, será o palco da estreia do documentário 'Etelvina – A Ressignificação da Tragédia', que ocorrerá às 20h. Essa obra celebra os 125 anos do assassinato de Etelvina de Alencar, que foi morta em 1901 na antiga Colônia Campos Sales, atualmente o bairro que leva seu nome.

O filme explora a trajetória de Etelvina e a história de Manaus, mostrando como os fiéis visitam seu túmulo e transformaram sua morte violenta em um relato de fé, dando origem à figura de Santa Etelvina devido às graças atribuídas a ela. Esta é a primeira vez que uma exibição cinematográfica será realizada em um cemitério no Amazonas, uma escolha que busca respeitar e valorizar a memória da protagonista.

O diretor do documentário, Cleinaldo Marinho, explica que a intenção de realizar a estreia no cemitério não é transformar o local em um mero cenário, mas sim ampliar o diálogo sobre a memória e a cultura. Segundo Marinho, o cemitério é um espaço que ressignifica a dor, transformando luto em escuta e o silêncio em voz. Ele afirma: “A arte e a cultura têm o poder de transformar um espaço de luto em um espaço de escuta”.

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O Cemitério São João Batista, inaugurado em 1890, é reconhecido como Patrimônio Histórico do Estado do Amazonas, devido à sua importância arquitetônica e cultural, incluindo construções góticas e sepulturas com valor histórico. O local possui um acervo documental que data desde 1882, preservando a memória das vidas que ali repousam.

Marinho tem se dedicado a trazer à tona histórias de mulheres esquecidas na história do Amazonas, evidenciando temas como o feminicídio, que, embora tenha um termo recente, tem raízes profundas. Ele afirma que “essa violência é histórica e ainda persiste”. A atriz Rosana Neves também retorna ao projeto como protagonista, refletindo sobre a força da personagem e sua relevância na construção de novas narrativas. O documentário, que é um projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo, é um convite à reflexão sobre como transformamos dor em significado.

Fonte: D24AM

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