Estudantes do Amazonas exploram biocombustíveis como energia renovável
Alunos de Nova Olinda do Norte analisam biocombustíveis para uma nova matriz energética sustentável, com apoio da Fapeam.

Em Nova Olinda do Norte, a 135 quilômetros de Manaus, estudantes realizaram uma investigação sobre o papel dos biocombustíveis na formação de uma matriz energética sustentável. O projeto abordou temas como a produção de biocombustíveis, benefícios ambientais, desafios do uso da terra e a contribuição para a diminuição das emissões de carbono.
A iniciativa, intitulada “Biocombustíveis: Uma alternativa sustentável para a nova matriz energética”, foi coordenada por Emerson de Souza Soares, professor de Química da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc). O trabalho foi apoiado pelo Governo do Amazonas, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital nº 002/2024.
O projeto investigou diferentes tipos de biocombustíveis, analisando seus processos de produção, eficiência e impactos ambientais. Os alunos do Centro de Educação de Tempo Integral Professora Rosária Marinho Paes participaram de atividades práticas no laboratório escolar, onde produziram biodiesel a partir de óleo de fritura e etanol derivado da cana-de-açúcar.
Segundo Emerson de Souza, essa abordagem prática foi uma importante ferramenta pedagógica, permitindo que os alunos compreendessem melhor os fenômenos químicos do cotidiano. “A pesquisa despertou a conscientização sobre o reaproveitamento de resíduos, especialmente o óleo de fritura, que muitas vezes é descartado de forma inadequada”, destacou o professor.
Com o aumento das preocupações ambientais e a necessidade de transição para fontes de energia limpa, os biocombustíveis se apresentam como uma alternativa viável. Emerson enfatizou que a pesquisa desenvolveu o senso crítico dos estudantes sobre as complexidades da produção de biocombustíveis, considerando não apenas os benefícios, mas também os desafios relacionados. O apoio da Fapeam foi crucial para o desenvolvimento do projeto, que promove a ciência em regiões do interior do Amazonas.
Fonte: D24AM