Renaturalização de Igarapés Surge como Solução para Alagamentos em Manaus
Manaus conta com cerca de mil igarapés que, se renaturalizados, podem mitigar alagamentos. A história da relação da cidade com seus igarapés revela um passado de intervenções prejudiciais.

Manaus abriga aproximadamente mil igarapés, que formam um sistema hidrográfico essencial para grandes bacias urbanas, como as do Mindu e Quarenta. Atualmente, essas bacias estão em condições alarmantes de contaminação, afetando a qualidade de vida dos moradores.
Os igarapés Puraquequara e Tarumã-Açu, que demarcam os setores Leste e Oeste da cidade, também enfrentam desafios semelhantes. Segundo a Associação Comercial do Amazonas (ACA), a recuperação desses cursos d'água é crucial para o bem-estar da população local.
Histórico da Relação de Manaus com Seus Igarapés
A relação entre Manaus e seus igarapés começou a se deteriorar no final do século XIX. Entre 1892 e 1900, durante a gestão de Eduardo Ribeiro, a cidade promoveu o aterro de igarapés, inspirado nas reformas urbanas de Paris, em um esforço para se modernizar.
Um exemplo marcante dessa transformação é o Igarapé do Espírito Santo, que passava pelas proximidades do Teatro Amazonas e hoje está coberto pela Avenida Eduardo Ribeiro. Na época, as obras não visavam apenas uma estética europeia, mas também uma justificativa sanitária, pois os igarapés eram considerados criadouros de mosquitos e vetores de doenças.
Desafios e Oportunidades Futuras
Com a renaturalização dos igarapés, Manaus pode encontrar uma alternativa eficaz para os constantes alagamentos que afligem a cidade. Essa abordagem não apenas melhora a drenagem urbana, mas também contribui para a saúde ambiental e a biodiversidade local.
Fonte: Em Tempo