EUA criticam Brasil por ineficiência no combate ao PCC e CV
Os Estados Unidos acusaram o Brasil de falhar no enfrentamento ao PCC e CV, exigindo ações mais contundentes contra essas facções. O documento foi enviado ao Congresso americano nesta semana.

O governo dos Estados Unidos expressou preocupações sobre a eficácia do Brasil no combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho), que são considerados organizações terroristas estrangeiras pela administração americana. As críticas foram formalizadas em um documento enviado ao Congresso na terça-feira, 15 de agosto de 2023, e divulgado na quarta-feira, 16 de agosto de 2023.
A avaliação, que faz parte de uma determinação presidencial assinada por Donald Trump, discute como essas facções têm transformado o Brasil em um centro estratégico para a circulação internacional de cocaína. Segundo a Casa Branca, tanto o PCC quanto o CV representam uma “ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”, exigindo ações mais urgentes por parte do governo brasileiro.
Embora o documento reforce a necessidade de medidas enérgicas contra essas organizações, ele não detalha quais ações específicas Washington espera que as autoridades brasileiras adotem. Além disso, não foram apresentados dados sobre o volume de drogas associado a essas facções, o que poderia ajudar a entender melhor a situação atual.
O relatório inclui uma seção que avalia as respostas de diversos governos do Hemisfério Ocidental ao narcotráfico e grupos que os EUA classificam como “narcoterroristas”. Nessa análise, países como Argentina, Equador e El Salvador são mencionados por suas iniciativas no combate a essas atividades. Apesar das críticas, o Brasil não figura na lista de nações consideradas grandes centros de trânsito ou produção de drogas ilícitas.
A lista dos EUA inclui países como Colômbia, México, Venezuela, Peru, Equador e Bolívia. Vale ressaltar que a inclusão de um país na lista não necessariamente reflete uma avaliação negativa de suas políticas antidrogas, já que diversos fatores geográficos, comerciais e econômicos também são levados em conta. O relatório foi divulgado em um momento em que os EUA estão intensificando suas ações contra embarcações suspeitas no Oceano Pacífico, com o Comando Sul informando sobre o afundamento de um barco equatoriano ligado ao tráfico de drogas em alto-mar.
Fonte: D24AM