Exercícios físicos após câncer de intestino reduzem risco de recorrência em 37%
Um estudo global revela que a atividade física após tratamento de câncer de intestino pode diminuir em 37% as chances de a doença voltar. A pesquisa acompanhou quase 900 pacientes.

Manaus - A prática regular de atividade física após o tratamento do câncer de intestino pode reduzir em 37% as chances de reincidência da doença. Essa é a conclusão de um estudo global publicado no New England Journal of Medicine, que analisou quase 900 pacientes e constatou que aqueles que mantiveram uma rotina de exercícios tiveram melhores índices de sobrevivência e mais tempo sem a doença.
No decorrer da pesquisa, 889 pacientes que já haviam passado por cirurgia e quimioterapia para câncer de cólon foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo recebeu apenas orientações gerais sobre saúde, enquanto o segundo participou de um programa estruturado de exercícios físicos supervisionados que durou três anos.
Os resultados foram significativos: após oito anos de acompanhamento, 80,3% dos pacientes que se mantiveram ativos não apresentaram recorrência do câncer, em contraste com 73,9% do grupo que não participou do programa de exercícios. Para a oncologista Mariana Ferreira, esses dados oferecem uma resposta valiosa para pacientes que finalizam o tratamento contra o câncer de intestino.
A doutora Ferreira ressalta que a atividade física deve ser encarada não apenas como um hábito saudável, mas como uma parte essencial do cuidado pós-tratamento. Ela explica que os benefícios da prática começam durante a quimioterapia, ajudando o paciente a lidar melhor com os efeitos colaterais do tratamento.
Além da atividade física, a médica alerta sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis, especialmente na região Norte, onde o consumo de alimentos preparados na brasa é comum. Ela observa que, embora o peixe seja benéfico, a forma como é preparado pode aumentar o risco de câncer de intestino. Por fim, a oncologista menciona a obesidade como um fator de risco significativo, destacando que o Amazonas tem uma alta incidência de sobrepeso e gordura no fígado, que são frequentemente negligenciados pela população.
Fonte: D24AM