Insuficiência cardíaca atinge 2 milhões no Brasil, destaca especialista
A insuficiência cardíaca é uma condição séria que afeta 2 milhões de brasileiros, exigindo diagnóstico precoce para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Manaus – A insuficiência cardíaca é uma enfermidade que, apesar de seu impacto significativo na saúde pública, ainda é pouco compreendida fora dos consultórios médicos. Essa condição, caracterizada pela dificuldade do coração em bombear sangue na quantidade necessária para o funcionamento do organismo, afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil e registra aproximadamente 240 mil novos casos a cada ano.
A Dra. Carolina Casadei, médica do Setor de Disfunção Ventricular e Transplante Cardíaco, enfatiza a importância do diagnóstico precoce. Segundo ela, identificar a doença em estágios iniciais é crucial para controlar sua evolução, aliviar os sintomas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Os sintomas da insuficiência cardíaca costumam aparecer de forma gradual, o que pode levar muitas pessoas a demorarem a procurar assistência médica. Sinais como cansaço excessivo e falta de ar são frequentemente atribuídos a outras causas, como a idade ou problemas respiratórios, quando na verdade podem indicar uma condição cardíaca subjacente, alerta a Dra. Carolina.
Os principais sintomas da insuficiência cardíaca incluem cansaço excessivo e dificuldade para respirar ao realizar atividades cotidianas. O aumento dos casos dessa doença no Brasil e no mundo está relacionado ao envelhecimento da população e aos avanços na medicina, que têm permitido que mais pessoas sobrevivam a infartos e convivan com condições como hipertensão e diabetes, desenvolvendo insuficiência cardíaca em idades mais avançadas.
Entretanto, a médica também chama a atenção para os fatores de risco que podem afetar outros grupos de pacientes. O uso de determinados medicamentos em tratamentos de câncer pode prejudicar o músculo cardíaco, exigindo acompanhamento cardiológico rigoroso. Além disso, a baixa adesão ao tratamento e às orientações de estilo de vida é um dos principais fatores que levam à piora da condição dos pacientes, dificultando a gestão da doença. Para mudar esse cenário, é essencial fornecer informações claras e acessíveis, permitindo que mais pessoas reconheçam os sinais da insuficiência cardíaca e busquem ajuda médica quando necessário.
Fonte: D24AM