Expedição da UEA no Rio Madeira busca monitorar contaminação por mercúrio
A UEA iniciou uma expedição de 16 dias no Rio Madeira para monitorar a contaminação por mercúrio, coletando amostras de água, sedimentos e peixes.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deu início, nesta quarta-feira (14), a uma nova expedição científica no rio Madeira, parte do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM). Essa campanha terá uma duração de 16 dias e irá abranger o trajeto entre Manaus e Humaitá, com a coleta de amostras que visam analisar a qualidade ambiental da região.
De acordo com o professor doutor Sérgio Duvoisin, que está à frente das pesquisas, o projeto tem como objetivo aprofundar a compreensão sobre a situação do rio Madeira e os efeitos da contaminação por mercúrio resultante das atividades de garimpo. “Esse projeto do rio Madeira é um projeto dentro de um grande programa que foi desenvolvido na UEA”, explicou ele.
Na visão do pesquisador, a iniciativa é vital para identificar como o mercúrio, usado na extração de ouro, se transforma em metilmercúrio, uma substância altamente tóxica. “A ideia desta segunda campanha, após uma primeira realizada em fevereiro, é entender como o mercúrio se converte no verdadeiro vilão que se chama metilmercúrio”, afirmou Duvoisin.
O professor também ressaltou que todas as amostras de peixes coletadas até agora no rio Madeira mostraram a presença de mercúrio. Ele destacou que a estrutura montada em Manaus permitirá um monitoramento mais abrangente dos peixes consumidos pela população. “A partir do momento que instalamos uma infraestrutura robusta aqui em Manaus, vamos poder prestar este serviço e disponibilizar os resultados das análises”, disse ele.
Adicionalmente, o projeto conta com uma parceria acadêmica com a Harvard University, que envolve intercâmbios intelectuais e a transferência de estudantes entre as duas instituições. Os pesquisadores acreditam que essa colaboração trará benefícios significativos para o desenvolvimento de pesquisas e trabalhos de campo na região amazônica.
Fonte: D24AM