Exposição no Museu de Zoologia destaca a biodiversidade amazônica em pequenas espécies
A nova exposição do Museu de Zoologia da USP, inaugurada em junho, revela a importância de insetos e outros pequenos animais na biodiversidade da Amazônia.

A exposição interativa "Amazônia: Descobertas", inaugurada no Museu de Zoologia da USP em 3 de junho, convida o público a redescobrir a grandiosidade da Amazônia sob uma nova perspectiva: a dos pequenos seres que habitam esse vasto bioma. Com mais de 4 milhões de km², a Amazônia é o maior bioma do planeta, e a exposição destaca como insetos, anfíbios, aves e outras pequenas criaturas são fundamentais para a biodiversidade local.
O diretor do museu, Luís Fábio Silveira, revelou que a ideia para a mostra surgiu no ano passado, impulsionada pelas discussões em torno da COP30, realizada no Pará. A proposta é inverter a lógica tradicional de que apenas os grandes animais merecem destaque, colocando os pequenos protagonistas em evidência, como besouros, insetos, camarões, borboletas, anfíbios, mamíferos e aves, que desempenham papéis essenciais nas complexas interações ecológicas da região.
Silveira enfatizou a importância de apresentar a Amazônia de forma informativa e acessível, especialmente em tempos de desinformação. "Narrativas falsas servem mais para confundir do que para informar", afirmou. O Museu de Zoologia se posiciona como um espaço seguro para que as pessoas compreendam melhor o mundo em que vivem, promovendo um conhecimento que vai além do superficial.
A exposição também é marcada pela acessibilidade. Os painéis informativos estão em altura reduzida, facilitando a visualização por visitantes em cadeiras de rodas e crianças. Recursos sensoriais e táteis enriquecem a experiência, permitindo que o público toque em texturas de animais amazônicos e interaja com o conteúdo por meio de placas em braile, promovendo uma inclusão efetiva.
Uma das novidades da exposição é a apresentação de uma nova espécie de besouro-de-correnteza, descoberta em parceria entre pesquisadores do museu e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Os visitantes estão convidados a participar da escolha do nome da nova espécie, que tem como opções significativas referências a lendas indígenas e à rica cultura local. Os votos do público serão incorporados ao artigo científico que descreverá formalmente a nova espécie, garantindo que a comunidade participe ativamente da divulgação científica.
Fonte: Portal Amazônia