Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto de petições
Edson Fachin, presidente do STF, rejeita pedido de Alexandre de Moraes para julgar juntos casos sobre André Mendonça. Análise da Petição 16.704 fica para setembro.

MANAUS — Neste sábado (12), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tomou a decisão de rejeitar o pedido do ministro Alexandre de Moraes. O pedido visava que a Petição 16.704, que investiga supostas irregularidades em investigações da Polícia Federal envolvendo o ministro André Mendonça, fosse analisada na sessão extraordinária marcada para terça-feira (15).
Moraes argumentou que a análise conjunta da Petição 16.704 com a Petição 16.662 — que investiga mensagens trocadas entre ele e o advogado Carlos Vorcaro — era necessária para evitar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. Entretanto, Fachin ressaltou que não poderia atender ao pedido nesse momento, considerando o estágio atual do processo.
De acordo com o presidente do STF, embora as duas petições apresentem conexões, elas têm objetos distintos e podem ser examinadas separadamente. A Petição 16.662 já estava liberada para pauta desde 6 de setembro, enquanto a Petição 16.704 ainda se encontra em fase de instrução preliminar, o que impede a análise simultânea.
Fachin também destacou que o prazo para apresentação de informações referentes à Petição 16.662 se encerra na segunda-feira (14), antes da sessão extraordinária. Por outro lado, parte dos prazos da Petição 16.704 só termina após a sessão marcada para terça-feira, levando Fachin a decidir que a análise da sessão extraordinária se limitasse à Petição 16.662.
A Petição 16.704 deve ser incluída na agenda do STF para julgamento no dia 23 de setembro. Além do julgamento conjunto, Moraes havia solicitado o levantamento de sigilos relacionados à Petição 15.556 e a convocação de magistrados mencionados nos procedimentos, mas Fachin informou que já foram tomadas providências sobre o sigilo e que a questão dos magistrados será analisada em momento posterior.
Fonte: Amazonas Atual